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Pescadores reclamam da falta de peixes na Praia do Coqueiro, em Luís Correia, no Piauí

A crise mundial dos peixes é sentida por pescadores da Praia do Coqueiro, em Luís Correi

Pescadores reclamam da falta de peixes na Praia do Coqueiro, em Luís Correia, no Piauí
Pescadores reclamam da falta de peixes na Praia do Coqueiro, em Luís Correia | Efrém Ribeiro
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Os oceanos est?o em apuros. Do extremo do mar da Groel?ndia ?s ?guas mornas do litoral do Piau?, os peixes est?o sendo varridos dos mares. Sem fiscaliza??o ou mesmo omiss?o, a crise mundial da pesca mostra suas terr?veis consequ?ncias na vidas dos pescadores artesanais das praias do

litoral piauiense.

De 1900 at? hoje, pode ter havido um decl?nio de quase 90% em muitas esp?cies, e ?o problema s? se agrava?, percebem os pescadores da Praia do Coqueiro, em Lu?s Correia, no litoral do Piau?. L? se pode compreender a globaliza??o n?o apenas da pesca, da redu??o dos alimentos, prote?nas como de uma a??o de pescadores de camar?es do Jap?o e lagostas do Cear?, que trabalham com exporta??o, e privam um povo pobre e costumado ? pesca de subsist?ncia, em um modo de vida transmitido de gera??o a gera??o, de seu alimento b?sico, o peixe.

Edier Martins da Rocha enfrenta a mar? ainda cheia para tentar ancorar sua canoa, a 14 Bis - ?o primeiro avi?o que voou do mundo? - faz quest?o de ressaltar. Ele e mais dois pescadores estavam vindo de cerca de dez

quil?metros da praia, onde foram despescar uma rede. Edier Martins da Rocha mostra que conseguiu, no m?ximo, naquele dia de pesca, R$ 20 correspondente a pouco mais de dez quilos de peixes. S?o serras, curucas,

carapebas e alguns bagres.

Edier Martins da Rocha diz que os ?ventos do ver?o? tamb?m n?o permitem que os pescadores avancem mais. ?Os ventos est?o fortes. Eles s?o melhores em novembro e dezembro?, afirma Rocha, que, independente das condi?es do tempo, reclama que os peixes s?o poucos e pequenos.

Ele s? tem um alvo para a crise de peixes para os pescadores piauienses: a pesca predat?ria de lagostas feitas por barcos do Cear? e dos japoneses,

que ficam pr?ximos da costa brasileira pescando camar?es.

?J? vivemos melhor. Vamos para o mar em um dia, voltamos no outro quase sem nada, mal d? o suficiente para comer?, conta Edier Martins da Rocha, enquanto puxa sua canoa para um lugar mais raso, onde vai ficar

at? uma outra pesca. Para al?vio de Edier Martins da Rocha na pesca

foi poss?vel conseguir duas pequenas lagostas, que vende a R$ 12 o quilo.

Pelos c?lculos internacionais, a captura global de peixes ? de quase 100 milh?es de toneladas. A sobrepesca resulta sempre na diminui??o dr?stica

dos estoques de pesca tirando o sustento dos pescadores e privando o povo local de alimentos. Os estoques de peixes da costa piauiense est?o

amea?ados sem que o universo de ambientalistas se interesse pela quest?o. Os peixes, mam?feros e crust?ceos dos oceanos t?m a seu desfavor o desconhecimento da popula??o.

Jovens e adultos ambientalistas que se mobilizam pela vida e preserva??o da arara azul e do mico-le?o dourado n?o conhecem e n?o defendem as garoupas, as ciobas e arraias, por mais belas que sejam, porque v?em os oceanos como potencial fornecedor de alimentos e n?o como ref?gio e habitat de animais merecedores de prote??o.


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