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Piauí registrou 962 casos novos de Hanseníase em 2018

O Piauí é o segundo estado do Nordeste em registros da doença, ficando atrás apenas do estado do Maranhão

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Por João Marcelo Ferry


Dados parciais da Secretaria de Estado da Saúde do Piauí (Sesapi) apontam que até agora o estado registrou,    no ano de 2018, 962 novos casos de Hanseníase. O levantamento de dados do ano de 2018 segue até o dia 31 de março. A Sesapi apontou ainda que, destes, 962 novos registros, 57 deles se referiam a jovens com idade menor que 15 anos, mas que já apresentavam a Hanseníase. A supervisora Estadual do Programa de Controle a Hanseníase, Eliracema Alves, aponta que, até o final do levantamento, o número de registros referentes ao ano passado pode aumentar.

O Piauí é o segundo estado do Nordeste em registros da doença, ficando atrás apenas do estado do Maranhão. Eliracema Alves destaca que, devido a essa realidade, é necessário um debate constante com a sociedade sobre a doença, para evitar que ocorra um descuido por parte da população, uma vez que a doença é infecciosa. “Estamos sempre buscando chamar a atenção das pessoas para a Hanseníase, porque ela é uma doença séria e que, muitas vezes, as pessoas ainda escondem. Às vezes, elas ainda não descobriram, por causa dessa desatenção com a saúde. Em outros casos, a própria vergonha e o medo de ser excluído socialmente fazem com que a pessoa não conte nem para as pessoas mais próximas. É preciso ter cuidado”, fala Eliracema.

Ela aponta ainda que o Brasil é o segundo país em detecção de casos, perdendo apenas para a Índia, e que isso torna ainda mais preocupante a realidade do país, pois como muitas pessoas escondem o problema, se torna difícil controlar a aparição da doença. “O mais indicado é, caso você tenha Hanseníase, falar com as pessoas do seu dia a dia, amigos, família, trabalho, para, além de se ajudarem, acompanharem a situação um do outro e evitar que novos casos surjam. As pessoas que têm contato regularmente com portadores da Hanseníase precisam fazer um acompanhamento e ser avaliado anualmente, para caso eles venham a desenvolver a doença, ela seja rapidamente detectada e tratada ainda em seus estágios iniciais”, explica a supervisora.

Homens exigem maiores cuidados

Outro destaque vai para os homens, pois mesmo que a doença não tenha mais incidência em um gênero, os homens continuam evitando ir ao médico, o que dificulta a detecção de problemas de saúde e facilita o aumento de casos.

A Hanseníase já possui cura, mas caso a pessoa evite o tratamento, a pessoa pode sofrer sequelas, como algumas lesões e deformidades, que acabam gerando um estigma por parte da sociedade, que procura evitar essas pessoas. “O tratamento varia, dependendo do tipo da Hanseníase. Se ela for Paucibacilar, esse tratamento pode durar 6 meses, se ela for multibacilar, o tratamento pode demorar 1 ano. Mas o ideal é detectar o problema o mais rapidamente possível, para o tratamento ser menos pesado e a cura ser atingida mais rapidamente”.

Neste mês, Eliracema conta que, por se tratar do Janeiro Roxo, campanha para tratamento e prevenção da Hanseníase, Teresina realizará atividades como mutirões de atividades para debater o tema com a sociedade. “Nós ainda não temos datas definidas, mas serão três mutirões realizados em um sábado. Além desses três, teremos um mutirão no Hospital Universitário para trabalhar o tema e um workshop na Escola Fazendária, trazendo palestras sobre a doença”.

A supervisora aponta que o objetivo é levar até a comunidade informações sobre o problema, que possam ajudar a evitar que os registros de casos aumentem neste ano de 2019. Caso a pessoa verifique o surgimento de lesões ou manchas brancas ou avermelhadas pelo corpo, sensação de formigamento, dor ou fisgadas nas extremidades do corpo, é indicado procurar um médico e fazer os exames para evitar ser pego de surpresa pelo problema. (J.M.F.)


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