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Piauí tem superávit de U$$ 168 milhões

Piauí deve fechar o ano com balança comercial bastante favorável.

O Estado do Piauí deve fechar o ano de 2018 com uma balança comercial favorável. Mas você, leitor, sabe o que significa ter um balanço favorável? Imagine que o Estado é um comerciante que precisa manter o negócio rendendo. Para isso, ele precisa vender mais do que compra para estar com as contas em dia.

Ao que parece, as contas piauienses vão fechar em um superávit entre exportações e importações. O levantamento parcial da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico e Tecnológico (Sedet), que corresponde aos meses de janeiro a junho, mostram um Piauí superavitário em 66,29%, o que representa a cifra de mais de U$$ 168 milhões.

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(Crédito: Divulgação)


Durante o lapso temporal, o Piauí exportou U$$ 253.549.496 e importou U$$ 85.467.267. O maior produto de exportação piauiense, que é toda a mercadoria vendida para fora do Brasil, é a soja, enquanto que o produto mais importado, que é comprado de fora, são variados tipos de ferro.

Para Vanessa Oliveira, coordenadora de comércio exterior da Sedet, uma balança positiva tem bons impactos para o Piauí. “É favorável ter uma balança comercial favorável porque gera emprego e renda. Esse é o primeiro ponto. Isso movimenta a economia do Estado e ganhamos visibilidade para investidores. A nossa exportação é concentrada no Sul do Estado, mas isso garante boa parte dos postos de trabalho de lá”, afirma.

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Vanessa Oliveira, coordenadora de Comércio Exterior da Sedet (Crédito: José Alves Filho)


As exportações permitem ter dinheiro correndo no Piauí, o que traz oportunidades de investimentos para empresários e toda a população. “Movimentar nossa balança permite que um maior desenvolvimento do Piauí em relação até mesmo a outros estados que ainda estão atrasados na pauta de exportação. Estamos à frente em muitos aspectos”, analisa Vanessa Oliveira.

As exportações geram dinheiro para o estado através de bens primários. “Ao tempo que exportamos soja, mel, ceras vegetais e outros produtos primários, o Piauí termina sendo um grande importador de ferro para suprir nossa demanda. Também importamos trigos, misturas de trigos, botões e outras coisas menores. Mas a maior fatia é o ferro. É complicado produzir ferro dentro do Piauí. Termina sendo melhor importar mesmo”, explica a coordenadora de comércio exterior.


Balança da soja por ferro

A soja triturada corresponde a 84,06% da exportações do Piauí. E a produção do estado só cresce. A produtividade cresceu de 32,48% em 2017 para 46,59% em 2018, levando em consideração o primeiro trimestre dos dois anos. Por outro lado, o Piauí precisa comprar ferro estrangeiro para movimentar a própria indústria.

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(Crédito: Divulgação)


Vanessa Oliveira explica este diagnóstico. “A balança comercial do Piauí é movimentada pela soja. É quase uma troca: ferro por soja. Quando dá uma crescida financeira no estado é justamente a época de colheita. Dá uma diminuída em janeiro e a maio. Mas depois, a produção só cresce e responde por quase toda a exportação”.

Outros produtos primários funcionam como suporte econômico para distribuir riqueza. “A cera de carnaúba continua sendo o segundo lugar, com Parnaíba e Campo Maior. A pilocarpina e o mel ficam disputando o terceiro lugar, atualmente. Mas o mel melhorou muito. As chuvas cresceram a produção de mel. E o nosso é um dos mais limpos e saborosos. O nosso mel vai para a Europa”, completa a coordenadora da Sedet.

Embora os números gerais de exportação e importação do Piauí ainda não estejam fechados, a expectativa é que o Estado termine o ano superavitário, como já vem acontecendo nos últimos anos. “A expectativa é que possamos continuar com uma balança comercial favorável. Nossa importação cresceu bastante, mas o ano deve fechar com saldo positivo”, finaliza Vanessa Oliveira. (L.A.)


Produtos primários sustentam a balança comercial do Piauí


Fernando Galvão, economista da Fundação Cepro, mostra que os produtos primários dominam a pauta de exportação do Piauí. “Temos alguns produtos que são os maiores destaques. A soja tem a maior participação. Seguida por ceras vegetais e o mel, com grande destaque”, explica.

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Economista Fernando Galvão (Crédito: José Alves Filho)


Alguns menos conhecidos também têm grande importância financeira. “A pilocarpina e a quercetina, extratos vegetais, também são importantes. A pilocarpina é extraída de folhas do jaborandi, que trata o ressecamento de olhos, boca e pele. A quercetina tem propriedades antialérgicas e anti-inflamatórias. São matéria-prima importantes para diversos produtos”, acrescenta Galvão.

O economista aponta que outros produtos também estão ganhando destaque. “As altas mais positivas do ano passado para agora, em termos de faturamento, foi a castanha de caju e minerais foram os que mais cresceram do ano passado para cá. As maiores quedas foram o bagaço e outros resíduos de óleo de soja”, avalia.

A Ásia é a maior compradora dos produtos do Piauí. “Em relação a blocos econômicos de destino das nossas exportações, a Ásia tem a maior participação. De acordo com os números que tenho, da Fundação CEPRO, 87,5% das nossas exportações vão para lá. Esmagadoramente, a maior parte. China e Japão são os principais destinos, mas com uma grande discrepância. Até o primeiro semestre de 2018, a China representa 85%”, completa Galvão.

Municípios do Sul do estado dominam a exportação piauiense. “Baixa Grande do Ribeiro, seguida de Uruçuí, Bom Jesus e Corrente são os municípios que mais exportam. Além do algodão e milho, temos as grandes plantações de soja que estão concentradas no Sul do estado”, finaliza Fernando Galvão. (L.A.)


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