Piauí terá mais R$ 106 milhões para ações no semiárido

Ênfase dos investimentos será o acesso à água

O governador do Piauí, Wellington Dias, recebe na tarde desta quarta-feira (30), no Palácio de Karnak, uma equipe da Secretaria Estadual de Desenvolvimento Rural (SDR) e a comitiva do Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA), uma agência das Nações Unidas (ONU), que está em missão no Piauí para elaborar a extensão do projeto Viva o Semiárido (PVSA), beneficiado com aditivo de R$ 106 milhões. Deste total, R$ 53 milhões serão aplicados pelo governo estadual e os outros R$ 53 milhões, pelo Fundo.

O aditivo vem reforçar as ações do Viva o Semiárido, principalmente, no seu componente produtivo. Ou seja, serão financiados mais planos de negócios nas cadeias produtivas da cajucultura, ovinocaprinocultura, avicultura, apicultura, piscicultura, mandiocultura e artesanato, visando proporcionar aos agricultores familiares uma situação de autosustentabilidade. As ações do projeto são voltadas para público prioritário que são mulheres, jovens e comunidades quilombolas.

 (Crédito: Larissa Machado)
(Crédito: Larissa Machado)

De acordo com o diretor de inclusão produtiva da SDR, Francisco Ribeiro das Chagas, o resultado parcial desta missão será entregue ao governador, que deve fazer suas considerações ao desenho da continuação do PVSA. O diferencial desta extensão do projeto, com o aditivo, será a ênfase para o acesso à água.

“Vale lembrar que o semiárido do Piauí está entrando no seu sexto ano de estiagem. A intervenção produtiva ela só pode ter êxito se for complementada com intervenções voltadas para melhorar o acesso à água tanto para consumo humano, como para produção. Também estarão sendo financiados cisternas, poços, pequenas barragens e outros pequenos investimentos hídricos”, afirmou Hardi Vieira, oficial dos projetos FIDA, no Brasil.

Outro componente importante é relacionado à inovação e desenvolvimento de capacidades. Este componente vai fazer um trabalho focado no avanço das capacidades das organizações e associações, de modo que elas possam estar em melhores condições para melhor gerenciarem estes pequenos empreendimentos produtivos, mas também possam acessar outras políticas públicas; de forma a garantir que os beneficiários, ao finalizar o projeto, não só saiam do estado de pobreza, como também tenham condições de continuar nas suas atividades.

No geral, o projeto também vai continuar com seus eixos transversais para trabalhar tanto mulheres, como jovens e comunidades quilombolas. Uma meta do PVSA é atender 100% das comunidades quilombolas. O Viva o Semiárido na sua concepção trabalha com 89 municípios de cinco territórios do semiárido  Piauí.

Fonte: Portal Meio Norte