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RJ:Fotos após incêndio no Hospital Badim mostram rastro de destruição

Imagens mostram ferro retorcido, camas queimadas e até pegadas de quem corria das chamas. Nova perícia foi feita, mais ainda resta recolher uma peça específica do gerador que pegou fogo.

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A TV Globo teve acesso neste sábado (14) às primeiras fotos que foram tiradas no interior do Hospital Badim após o incêndio que deixou 11 mortos. O que se vê é um rastro de destruição pelo prédio. A sala de tomografia, por exemplo, ficou completamente destruída, restando apenas a estrutura de ferro do tomógrafo.

No corredor do terceiro andar, que leva ao CTI, ficaram as pegadas de quem corria das chamas, desenhadas na fuligem que cobre o chão. No interior do centro de tratamento intensivo, uma parede de gesso foi destruída pelo fogo.

Em outra foto do CTI, o único objeto que restou foi uma saboneteira. Nas imagens, é possível ver ferro retorcido, cama queimada, leitos desorganizados e desalinhados, que foram deixados pelos pacientes.

Perícia apura origem do fogo

Os peritos da Polícia Civil retomaram neste sábado (14) os trabalhos para descobrir a causa do incêndio que atingiu o Hospital Badim, na Zona Norte do Rio. Por cerca de duas horas, três agentes da Polícia Civil permaneceram no subsolo do prédio coletando materiais para análises.

Várias peças do gerador de energia do hospital foram retiradas pelos peritos. No entanto, eles devem retornar ao local na próxima semana, acompanhados por técnicos da empresas que fazia a manutenção do equipamento, para fazer análises em uma peça específica do equipamento, que não foi retirada no trabalho pericial deste sábado (14).

Segundo o delegado responsável pela investigação, Roberto Ramos, a partir desta peça será feito "um estudo mais aprofundado para saber da manutenção e para descobrir o problema que gerou esse incêndio".

Ramos reiterou que "a gente pode falar preliminarmente que foi no gerador que começou esse incêndio".

Mas não é só a causa do incêndio que a polícia quer descobrir. Também é investigado se o hospital tinha saídas de emergência nos padrões que a lei exige, se tinha plano de fuga, se tudo foi executado devidamente. São várias as perguntas que ainda não têm respostas.

Outras questões que a polícia quer descobrir:

  • O hospital tinha saídas de emergência nos padrões que a lei exige?
  • Havia plano de fuga?
  • Protocolo de emergência foi executado?

O Hospital Badim é uma unidade de saúde particular que faz parte da Rede D’Or São Luiz. O prédio que pegou fogo foi construído há 19 anos no Maracanã. Outro prédio, anexo a ele, foi inaugurado em 2018. Ao todo, o complexo hospitalar tem 15,7 mil m² de área construída, 128 leitos de internação, 32 leitos de tratamento intensivo e cinco salas de centro cirúrgico, de acordo com o site institucional.

Enterro das vítimas

Os enterros dos corpos das 11 vítimas da tragédia começaram a ser realizados ainda na sexta-feira (13). O primeiro foi o de Berta Gonçalves Barreira de Souza, de 93 anos, no Cemitério São João Batista, em Botafogo, na Zona Sul.

Para este sábado estavam previstos os enterros de outras seis vítimas. Uma delas é Luzia dos Santos Melo, de 88 anos, que foi enterrada pela manhã no cemitério São Francisco Xavier, no Caju, Zona Portuária da cidade.

Luzia era acompanhada pelo filho Emanuel quando o incêndio começou. Abalado pela perda, ele se diz inconformado com o fato de os bombeiros terem o impedido de tirar a mãe do prédio em chamas.

"O Corpo de Bombeiros impediu que todos que estavam com seus entes de nos mobilizarmos para retirarmos eles de lá. Eles não deixaram a gente passar de onde eles estavam. Dizendo que nós fossemos para fora do hospital. Falaram que nós receberíamos eles lá embaixo e recebemos, às 3h15 da manhã, todos eles dentro de um saco", contou.

Foto: Raoni Alves/G1

Mortos na tragédia (veja quem são):

Alayde Henrique Barbieri

Ana Almeida do Nascimento, 90 anos;

Berta Gonçalves Barreira de Souza, 93 anos

Darcy da Rocha Dias, 88 anos

Irene Freiras de Brito, 84 anos;

Ivone Cardoso; 75 anos;

José Costa de Andrade; 79 anos;

Luzia dos Santos Melo, 88 anos;

Maria Alice Teixeira da Costa, 76 anos;

Marlene Menezes Fraga, 85 anos

Virgílio Claudino da Silva, 66 anos.


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