O Samu Aéreo do Piauí completou o seu voo número mil, na tarde desta sexta-feira (1º). Em sete anos de criação, o serviço transportou mil pacientes, desse total 99% das vidas foram salvas. Neste milésimo voo foi transportado um paciente do sexo feminino, que saiu da cidade do Hospital Regional Senador Cândido Ferraz, em São Raimundo Nonato, para o Hospital da Polícia Militar, em Teresina. 

Para o secretário de Estado da Saúde, Neris Júnior, este voo número mil é um marco na saúde do Piauí, que segue avançando nos serviços de alta complexidade. 

“O atendimento móvel de urgência tem permitido salvar muitas vidas, dada a rapidez do deslocamento das equipes, garantindo o socorro adequado nos hospitais de referência em média e alta complexidade da capital. Este milésimo voo é algo muito importante na saúde do Piauí, e devemos reconhecer  reforço do Governo do Estado, que vem buscando levar atendimento de ponta para todos os piauienses”, destaca o gestor. 

Samu Aéreo foi criado para atender casos graves

O Samu Aéreo foi criado em 2013 para atender casos graves registrados no interior e que exigem deslocamento para atendimento rápido. O serviço está atuando nos municípios de Parnaíba, Floriano, São Raimundo Nonato, Picos e Bom Jesus, que têm pistas de pouso homologadas pela ANAC. Os custos para manter a aeronave são garantidos pelo Governo Federal e Governo do Estado. 

“O Piauí é o primeiro estado do país a utilizar aviões como meio de transporte de pacientes, enquanto em outros estados, o serviço é feito com helicópteros. Contamos com uma equipe composta por sete médicos e sete enfermeiros capacitados os profissionais trabalham em regime de plantões diários durante o dia, respeitando as condições climáticas e de funcionamento dos aeroportos, numa rede organizada que garante a melhor e mais eficiente assistência ao usuário”, explica Christianne Rocha, coordenadora do SAMU Estadual.

O avião, tipo Seneca, é equipado com desfibrilador automático, oxímetro de pulso, Ked para imobilização da coluna cervical, talas de imobilização, colares cervicais, pranchas com imobilizadores laterais, além de cardioversor, ventilador mecânico com monitor cardíaco, bomba de infusão, Sonar (para detecção dos batimentos cardio fetais) e incubadora de transporte.

UTI

A aeronave está configurada para atendimentos de UTI, com kits completos aeromédicos, e adaptadas para o transporte de pacientes com as mais variadas condições clínicas. O serviço funciona com dois médicos e dois enfermeiros durante o dia, além da equipe de plantão e uma ambulância em terra.

“O paciente, por sua vez, tem seu atendimento iniciado ainda em sua cidade de origem, onde, o médico assistente da unidade hospitalar no qual o mesmo está internado que analisará a necessidade do transporte aeromédico e acionará o serviço em Teresina através da Central de Regulação das Urgências, garantindo o atendimento adequado nos hospitais de referência em média e alta complexidade da capital, após o voo da cidade-polo para Teresina”, destaca a coordenadora. 

Patologias

As patologias que se enquadram nos protocolos para o uso do transporte aeromédico são Infarto Agudo do Miocárdio, AVC - Acidente Vascular Cerebral, Politraumatismo, Gestantes de Alto Risco, Insuficiência Ventilatória e os transporte neonatais que tem sido muito presente nas ocorrências do SAMU Aereo. Os pacientes podem ser transferidos para Teresina ou para hospitais de municípios próximos. Em Teresina, os pontos de apoio são o Hospital de Urgência de Teresina (HUT), Hospital Getúlio Vargas (HGV), Hospital Universitário (HU) e Hospital da Polícia Militar (HPM). No entanto, poderão ser transportados para outras unidades hospitalares de acordo com cada caso e vaga disponível.

“O Samu compõe essa integralidade na parte pré-hospitalar nos casos em que o tempo é o definidor entre a vida e a morte. Com o SAMU AÉREO temos outro ganho importante: além de salvar vidas e acudir, também promovemos uma educação e uma conscientização voltada para a população”, disse Christianne Rocha.

Para ser atendido pelo Samu Aéreo, o paciente já deve estar sendo cuidado por um hospital regional. A solicitação para o transporte aeromédico deverá partir do profissional médico que está acompanhando o paciente no hospital regional. O médico entra em contato com a central de regulação das urgências, através do 192, explicando o quadro clínico do paciente, para justificar o uso do transporte aéreo. 

“O atendimento móvel de urgência tem permitido salvar muitas vidas, dada a rapidez do deslocamento das equipes,  garantindo o socorro adequado nos hospitais de referência em média e alta complexidade da capital, após o voo da cidade-polo para Teresina. Completando 1000 vôos realizados, o SAMU Aéreo conseguiu sucesso em 98,6% dos casos atendidos”, destaca o secretário Neris Júnior.