Seminário no TJ aborda saúde mental no sistema prisional do Piauí

Desembargador Erivan Lopes destacou a importância de um encontro.

Foi aberto  ontem, quinta-feira (05), no auditório do Tribunal de Justiça do Piauí (TJ-PI), o I Seminário Estadual Integrado de Saúde Mental e Justiça Criminal, que discutirá, durante dois dias, os novos paradigmas nos casos de pacientes mentais em conflito com a lei. O evento conta com representantes do Ministério Público, Poder Executivo e agentes da área de Saúde,

I Seminário Estadual Integrado de Saúde Mental e Justiça Criminal (Crédito: Fernando Castelo Branco/TJ-PI)
I Seminário Estadual Integrado de Saúde Mental e Justiça Criminal (Crédito: Fernando Castelo Branco/TJ-PI)

Fazendo a fala de abertura do evento, 0 desembargador Erivan Lopes destacou a importância de um encontro entre as diversas esferas que tratam do tema da saúde mental e justiça criminal. O presidente do TJ-PI também destacou os avanços no tratamento digno do paciente mental em conflito com a lei, como o desmonte do Hospital Psiquiátrico Valter Alencar, que não atendia às necessidades dos pacientes e ainda agravava o problema da superlotação.

O Corregedor Geral de Justiça, desembargador Ricardo Gentil também enfatizou em sua fala a nova relação entre as leis e os conflitantes, e a presença fundamental da rede de apoio, formada por agentes socioeducativos e mecanismos terapêuticos, estatais ou não, fundamentais para uma nova atitude em relação à saúde mental prisional.

Abrindo as palestras o juiz titular da Vara das Execuções Penais de Teresina, Jose Vidal de Freitas Filho discorreu sobre o tema “A mudança de paradigma no cuidado à pessoa com transtorno mental em conflito com a lei no contexto piauiense”, tendo à mesa a diretora de Humanização e Reintegração Social da secretaria estadual de Justiça e Coordenadora EAPs/PI, Agatha Knitter; o Coordenador de Saúde do Ministério da Justiça, Breno Vago Amorim; a gerente de Saúde Mental do Piauí, Gisele Martins do Nascimento, tendo como mediadora a enfermeira  Lara Emanueli Neiva de Sousa.

Os participantes assistiram a mesa redonda com o tema “O desafio da RAPS no cuidado e os direitos da pessoa com transtorno mental em conflito com a lei”, com mediação do educador físico Carlos Alberto Lima, e a presença da representante do Ministério Público, Myriam Lago; da professora da UFPI, Lúcia Cristina dos Santos Rosa; da assistente social Sayonara Genilda de Sousa Lima; e da presidente da Âncora, Maria Rosa Pereira.

Fonte: Tribunal de Justiça do Piauí
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