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Qual a empresa de e-commerce que está bombando na pandemia?

A canadense Shopify viu suas ações subirem 112% neste ano, mais do que a gigante Amazon

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No começo desta semana, a varejista Walmart anunciou um acordo com a plataforma de comércio eletrônico Shopify. A parceria permite que os mais de 1 milhão de clientes da companhia canadense possam vender pelo marketplace do Walmart, que tem uma audiência mensal de 120 milhões de usuários. As informações são do Neo Feed.

Sob todos os ângulos, uma parceria com o Walmart é algo capaz de movimentar os ponteiros das ações de qualquer empresa para cima. Mas, no caso do Shopify, esse foi mais um movimento que está levando a companhia canadense, que vende uma solução de comércio eletrônico, a um novo patamar.

Além do Walmart, o Shopify fez um acordo com o Facebook, de Mark Zuckerberg, para o Facebook Shop, para que os comerciantes de sua plataforma online possam vender pelo Facebook e pelo Instagram.

Dessa forma, a empresa fundada em 2004 pelo alemão Tobias Lütke, em Ottawa, no Canadá, está se transformando numa das principais beneficiadas pela crise econômica provocada pela Covid-19. Mais até do que a todo-poderosa Amazon.

Para se ter uma ideia, as ações da Shopify, negociadas na Bolsa de Nova York, acumulam uma alta de 112% desde o início deste ano. A Amazon, que é uma das companhias que estão surfando na onda do comércio eletrônico, viu seus papéis saltarem quase 40%

A Amazon vale mais de US$ 1,3 trilhão. Portanto um salto dessa magnitude para uma empresa desse tamanho é espetacular. A Shopify é bem menor. Mas a valorização atual a fez superar a capitalização de US$ 100 bilhões, ultrapassando o Royal Bank of Canada e tornando-se a companhia mais valiosa do Canadá.

O que explica esse salto? Além das parcerias, um dado é capaz de ilustrar o otimismo dos investidores com a Shopify. Entre 13 de março e 24 de abril, o número de novas lojas criadas na plataforma cresceram 62%, quando comparadas com as seis semanas anteriores, informou Harley Finkelstein, COO da Shopify, em um tuíte no começo de maio.

O Shopify vende às empresas diversas ferramentas que facilitam a criação, execução e comercialização de suas lojas online. A companhia diz que trabalha com mais de 1 milhão de comerciantes, a imensa maioria de pequenos negócios. Mas conseguiu também atrair alguns gigantes, Pepsi, Nestlé, Unilever, Tesla Motor e Red Bull, à sua plataforma.

A tese de permitir com que comerciantes montem uma loja online de forma rápida e com todos os serviços integrados é o DNA da Shopify desde a sua fundação. A ideia para o negócio veio da própria necessidade do fundador.

Lütke era um programador autodidata que queria montar uma loja virtual de equipamentos para a prática de snowboard. Quando resolveu colocar a mão na massa, ele percebeu que teria que integrar diversas ferramentas complexas para vender seus produtos na internet.

Para solucionar o problema, Lütke resolveu desenvolver a sua própria solução, capaz de integrar tudo o que era necessário para construir uma loja virtual, do processamento de pedidos e pagamentos até o controle do inventário da empresa.

Com esse modelo, a companhia levantou US$ 122,3 milhões em quatro rodadas de investimentos, das quais participaram fundos como Insight Partners, Felicis Ventures e FirstMark. Em 2015, estreou na Bolsa de Nova York, captando US$ 131 milhões. Desde então, suas ações já se valorizaram mais de 50 vezes. Nesta sexta-feira, 19 de junho, estão sendo vendidas a quase US$ 900.

Mas, sempre há um porém, a Shopify não é lucrativa. No ano passado, seu prejuízo foi de US$ 124,8 milhões, quase o dobro de 2018 – a empresa também esteve no vermelho em 2017 e 2016. Sua receita, no entanto, cresce de forma acelerada e atingiu US$ 1,57 bilhão no ano passado, alta de 47%.

Nada disso parece preocupar os investidores, que seguem apostando na capacidade da companhia capturar esse momento de grande interesse por sua solução. Nem mesmo o estilo do fundador Lütke, considerado um CEO tranquilhão.

Enquanto muitos executivos no Vale do Silício ainda se declaram workaholic, o alemão radicado no Canadá confirma que nunca volta para a casa depois das 17:30. Ele diz que única vez que virou a noite trabalhando foi quando sentiu vontade de fazê-lo.

“Preciso de umas 8 horas de sono para me sentir bem e acho que todo mundo funciona de forma parecida, mesmo que não admita. Além disso, acredito que as pessoas tenham, em média, umas 5 horas por dia de criatividade. Tudo o que eu peço para a minha equipe é que eles invistam 4 dessas horas na companhia”, revelou em entrevista ao The New York Times.

Lütke é um dos defensores da redução da jornada de trabalho e sempre fala abertamente sobre o tema. Foi justamente essa honestidade o maior ativo do executivo em suas negociações com os investidores.

“Sempre tive uma relação excelente com quem aportou grandes somas da empresa, em partes porque eu logo de cara assumi: ‘eu não vou fingir que sei coisas que eu não sei, mas espero que você me ajude nessa jornada'”, disse Lütke.

Enquanto a empresa cresce para outros países (já são 175) e tenta ampliar sua base de usuários e vendedores, Lütke leva seu Shopify para outras aventuras.

Recentemente a empresa de tecnologia anunciou um projeto colaborativo com o governo do Canadá para desenvolver um aplicativo que consiga monitorar o deslocamento das pessoas infectadas com o novo coronavírus.


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