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Teresina possui apenas 41,9 km de ciclovias

Ciclistas questionam como podem ser multados se não há ciclovias

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Com a nova proposta das leis de trânsito fiscalizarem até mesmo ciclistas, uma nova discussão surgiu no meio deste grupo. Como uma fiscalização efetiva poderá ser feita, se a cidade não conta com uma estrutura satisfatória de ciclovias para a população? Atualmente, Teresina conta com 41,9 km de ciclovias em todo o seu território. A quantidade corresponde a apenas 1,35 % de toda a malha viária presente na cidade. Enquanto a Superintendência Municipal de Transporte e Trânsito (Strans) ainda não determinou como se dará essa fiscalização, ciclistas de toda a cidade falam que antes da fiscalização, é necessária a estrutura para que o ciclismo possa ser exercido.

 (Crédito: Raíssa Morais)
(Crédito: Raíssa Morais)


Segundo dados de Julho de 2018, Teresina é a 22ª colocada entre as capitais brasileiras no quesito de extensão de malha cicloviária. São Paulo ocupa a 1ª colocação com 498,3 km de extensão, seguida por Brasília com 465 km e Rio de Janeiro, com 458 km. No entanto, é Rio Branco que possui, atualmente, a malha cicloviária mais bem desenvolvida, com 107,4 km de extensão, que corresponde a 13,38% da malha viária total da capital. Rio Branco apresenta ainda a melhor média de número de habitantes para cada quilômetro de ciclovias: 3570 pessoas para cada quilômetro. O valor é quatro vezes menor do que a média nacional de 15.032 habitantes por km, a média teresinense é de 20.315 pessoas para cada km de ciclovia.

Os ciclistas de Teresina comentam que a ideia da fiscalização é algo bom, que pode aumentar a segurança das pessoas que se utilizam das bicicletas, seja para o transporte diário, para a prática de exercícios. Mas, é preciso uma evolução estrutural em toda a cidade para que a fiscalização seja feita de forma justa.

Manoel Nunes Soares Filho utiliza a bicicleta para ir de casa ao trabalho, há 55 anos. Ele comenta que a falta de ciclovias na cidade é o principal problema que os ciclistas precisam enfrentar na cidade. “Existem locais aqui na cidade que eu prefiro ir pela calçada empurrando a bicicleta e caminhando, para evitar acidentes, porque como são poucas ciclofaixas, nós acabamos disputando por espaço com motos e carros, e isso, às vezes, pode ser perigoso. No centro, ninguém consegue mais andar de bicicleta sem se preocupar. Comparando com a situação de quando eu cheguei a Teresina, 38 anos atrás, existem essas avenidas que já têm a sua ciclovia, mas tem pontos na cidade que elas nem existem”. avalia.

 (Crédito: Raíssa Morais)
(Crédito: Raíssa Morais)


Paulo Sérgio Fernandes pratica o ciclismo há 4 anos e diz que a cidade ainda não oferece estrutura satisfatória para justificar notificações para os ciclistas que desobedecerem normas de trânsito. “Teresina ainda tem muito o que melhorar na estrutura que ela oferece para a prática do ciclismo. Existem poucas ciclovias e algumas delas, do nada, acabam. No giro noturno, nós passamos por algumas ruas e quando acabam as ciclovias, precisamos dividir o espaço com carros. Alguns motoristas e condutores acabam fazendo manobras arriscadas próximo ao grupo. Eles não entendem que também estamos em busca de um espaço para praticar o nosso ciclismo”, relata Paulo Sérgio.

Fiscalização desde que tenha estrutura

Lylia Borges também participa de um grupo de ciclismo. Ela fala que, caso uma estrutura seja preparada na cidade, a fiscalização será bem vinda. Mas até essa realidade se concretizar, não será possível uma fiscalização eficiente. “Amigos meus que estavam pedalando já sofreram acidentes com outros veículos porque não tinham um espaço destinado para ciclistas. Caso haja uma estrutura adequada e uma fiscalização para evitar irregularidades, acidentes como os deles poderão ser evitados”, destaca Lylia.

 (Crédito: Raíssa Morais)
(Crédito: Raíssa Morais)


Herson Santana participa do mesmo grupo de Lylia e pedala há cerca de 10 meses. Ele fala que a ideia da fiscalização é muito boa, mas infelizmente ainda não pode ser aplicada aqui na capital. “Existem poucas ciclovias, e aquelas que existem estão sem manutenção, com sinalização se apagando, além de vias com asfalto ruim, que impede a prática da atividade ou até mesmo uma sinalização. Se eles apostarem numa manutenção e na criação de novas ciclofaixas, aí sim poderia ser feita essa fiscalização”.

A Secretaria Municipal de Planejamento (Semplan) informou que seguindo o plano diretor cicloviário, devem ser acrescentados em sua primeira etapa, mais 21 km de malha cicloviária, ligando toda a malha já existente. No entanto a Assessoria da Semplan informou que a etapa ainda está como projeto, sem data definida para seu início.

Saiba o que pode gerar multa para ciclistas

A nova legislação que entra em vigor em março deste ano determina multa no valor de R$ 130,16 para os ciclistas que andarem na calçada quando não há sinalização permitindo; guiarem o transporte de forma agressiva; andarem em vias de trânsito rápido que não têm cruzamentos; pedalarem sem as mãos; transportarem peso incompatível; e andarem na contramão na pista dos carros.  


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