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Prefeitura tenta fechar Escolas Rurais, mas comunidades reagem

Prefeitura tenta fechar Escolas Rurais, mas comunidades reagem

Prefeitura tenta fechar Escolas Rurais, mas comunidades reagem
Imagem de reprodução | Reprodução

    O ano letivo de 2017 começou nesta segunda-feira dia 06 de março, no entanto, nestes últimos dias de preparação, uma grande celeuma deixou em pânico algumas comunidades rurais.

            A proposta da nova gestão é fechar as Escolas Rurais das comunidades Poço, Cupins e São José, porém as mães em especial não admitem que isso ocorra, pois as crianças do Ensino Fundamental Menor com idade de 5 a 10 anos não teriam condições de enfrentar a rotina diária de transporte escolar pelas estradas vicinais que segundo elas não estão em boas condições.

A Secretaria de Educação

            Em entrevista a este colunista na Rádio Redenção FM, a Secretária Municipal de Educação, Delaice Guerra, justificou como necessárias estas medidas devido a contenção de gastos, que segundo ela é necessário para garantir o pagamento dos funcionários, bem como uma melhor qualidade de ensino, pois nestas escolas rurais ainda funciona a educação mult seriada, ou seja, até três turmas diferentes na mesma sala com o mesmo professor.

A Secretária disse ainda que no caso do São José são apenas 10 alunos nesta situação e que isso inclusive desmotiva e prejudica o aprendizado.

Questionada sobre as condições do Transporte Escolar, das estradas de acesso à comunidade e sobre o horário em que essas crianças terão que sair e chegar de volta em suas casas, a Secretária disse que repensaram e por falta de estrutura por parte da administração e também pela absorção da ideia por parte das comunidades, neste primeiro semestre as escolas irão funcionar normalmente, mas que a partir de agosto será efetivado o fechamento destas três escolas.

Veja na integra, carta dos pais da Comunidade São José, que logo recebeu o apoio das outras nesta mesma situação

Carta Aberta à Secretaria Municipal de Educação de Redenção do Gurguéia

            Senhora Secretária Municipal de Educação e Cultura SEMEC – Delaíce Fonseca Guerra Fernandes, nós pais de alunos da Comunidade São José e região, aqui representados pelo morador e pai, Antonio Alves Folha Filho, estamos solicitando a permanência da Escola Rural Cândido Pereira do Lago da aludida comunidade.

            Esta escola funcionou sempre assim, poucos alunos, porém atendendo a demanda da região nas séries iniciais e com Transporte Escolar para o Ensino Fundamental Maior. Outro fato importante é quanto ao desempenho pedagógico destes alunos que sempre se mantiveram com boas notas e conhecimentos, não deixando nada a desejar para escolas da Zona Urbana, prova disso é que temos exemplo de alunos remanejados da Zona Urbana “queimados” que melhorou significativamente seu desempenho, uma vez que o professor trabalha de forma mais personalizada, bem como o fato de alguns professores serem da própria região, facilitando assim o relacionamento professor x aluno x comunidade.

            É importante ressaltar que a estrada de acesso à Comunidade é cortada por um riacho que muitas vezes ao ano interrompe o transporte de veículos, bem como a péssima condição da estrada. Soma-se a isso a má qualidade do Transporte Escolar que poderá acarretar em atrasos e perdas de dias letivos para os alunos.

            Nós pais, estamos temerosos com essa possibilidade de transporte de alunos principalmente com idade de 4 a 14 anos sem acompanhamento familiar, bem como a questão de horários, pois alunos em turno da manhã terão que sair de casa por volta de 5:30h e provavelmente só chegarão de volta às 13:00h o que pode prejudicar a alimentação destas crianças.

            Ressalta-se ainda que recentemente, o atual Gestor em palanque nesta Comunidade, disse de alto e bom som que iria “ampliar a escola e melhorar a qualidade do ensino”. Ora, essa é a melhora? Querer fechar o colégio que é um patrimônio da região e que leva o nome do pioneiro esta comunidade?

            Nós pais, vemos como uma penalização às nossas crianças, as quais são amparadas pela Constituição com direito à Educação e, educação de qualidade. Outro ponto que vemos é iminente êxodo rural que pode por fim de vez povoação da comunidade, sendo um contracenso ao que prega o Governo Federal que tem se empenhado em fixar e apoiar o homem do campo.

            Por tanto, não aceitamos esta proposta!!!! Nem mediremos esforços no sentido de buscar apoio de órgãos competentes!!!!

                                              São José 23 de fevereiro de 2017

Antônio Alves Folha Filho

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