Jovem é obrigada a fazer sexo oral em escola de São Paulo

Os pais obrigam a presença de um carro da Polícia Militar na escola

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Os pais de alunos da Escola Pedro de Moraes Victor, no Jaçanã, na Zona Norte de São Paulo, cobram a presença de um carro da Polícia Militar durante os horários das aulas no local.

A exigência ocorre dois dias depois de uma aluna de 13 anos afirmar que foi vítima de agressões e de abuso sexual dentro da escola. De acordo com o que relatou à Polícia Civil, ela teria sido obrigada a fazer sexo oral com dois alunos na tarde de segunda-feira (14). Segundo informações da Secretaria de Segurança Pública. O caso foi registrado no 73º Distrito Policial, também no Jaçanã, como atentado violento ao pudor.

A dona de casa Zenaide M. de Souza, que tem uma filha de 12 anos que estuda na escola, disse que ficou sabendo o ocorrido por meio da diretora após uma reunião realizada na terça-feira (15). Segundo ela, que não aceitou ser fotografada pelo G1, poucos pais compareceram.

?Ela falou que já tinha tomado providências, mas a gente fica muito preocupada, ainda com uma filha na escola. E a filha da minha prima também estuda aqui?, disse Zenaide. Para ela, a ronda de um carro da polícia inibiria este tipo de comportamento dos alunos. ?Mas pode olhar ao redor. Não se vê um carro [da PM] passar por aqui?, reclamou ela, na quarta (16).

A dona de casa Maria José da Cruz Batista, que também tem uma filha de 12 anos na escola, afirmou que já feito um abaixo-assinado com mais de 800 assinaturas para que um carro da polícia ficasse em frente à escola. ?Mas só vem quando tem briga ou confusão aqui?, ressaltou. Maria José disse que participou da reunião com a diretora nesta terça. ?Ela disse que fez o que estava ao alcance dela e mais do que isso não poderia?, contou.

O aposentado Antônio Paulo de Souza, de 52, ficou preocupado ao saber da denúncia de abuso sexual na escola. A filha dele, Vitória, de 10 anos, estuda na 5ª série, na mesma turma da aluna que diz ter sido vítima de atentado violento ao pudor. ?É preocupante para qualquer pai de família um episódio deste tipo. Não, pais, não temos muito o que fazer, já que os nossos filhos precisam estudar?, disse, conformado. Para ele, a presença da polícia impediria este tipo de abuso. ?Com eles [policiais] na porta, já intimidaria.?

A dona de casa Viviane Freire Barros, mãe de uma aluna de 12 anos, disse que os adolescentes invadem facilmente a escola. ?Já pedimos para reformar e nada. Nem sei para que tem aula de sábado se nem vem professor. Agora, se acontece isso durante a semana, com os professores aí, imagine aos sábados?, lamentou.

Os dois estudantes que teriam feito sexo com a aluna conseguiram fugir. Já o que teria vigiado a sala foi mantido na escola e depois detido e encaminhado à Fundação Casa (antiga Febem). Todos os estudantes envolvidos cursam a 5ª série, mas são de salas diferentes.

Detido

Segundo a Secretaria de Segurança, o garoto detido confirmou a versão da vítima. A Polícia Militar foi chamada pelos funcionários da escola e disse ter sido comunicada por uma coordenadora do local sobre o que havia ocorrido. A vítima foi encaminhada para o Hospital Pérola Byington para fazer os exames recomendados em casos de violência sexual.



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