A Polícia Civil do Piauí, através da Delegacia de Luzilândia, em ação conjunta com o Grupamento de Polícia Militar da cidade de Joaquim Pires (229 km ao Norte de Teresina) cumpriu na quarta-feira (19) os mandados de prisão temporária contra um casal identificados pelas iniciais H.F.S.S, de 38 anos e V.X.A, de 62 anos, suspeitos do crime de estupro de vulnerável contra uma adolescente de 13 anos. Os presos são a mãe e o padrasto da vítima. 

Em entrevista ao Meionorte.com, o delegado Antônio Alves, titular da Delegacia de Luzilândia, explicou que o caso chegou na unidade no ano passado, através de uma rede de proteção da criança e do adolescente. Em razão do abuso sofrido, a vítima engravidou e inclusive já deu à luz a uma menina. O padrasto é o principal suspeito de ser o pai da criança, que hoje já está com sete meses. 

“Essa família morava na zona Rural de Joca Marques, uma outra região que cobrimos. A informação inicial já dizia que o padrasto era o possível pai e de imediato tomamos as medidas iniciais. Intimamos a vítima e a mãe e constatamos que ela estava grávida, entrando no 9° mês de gestação. Pelo prazo da gravidez, era muito provável que os abusos ocorreram no final dos 12 anos para o início dos 13. A gente intimou e logo depois, quando a gente foi ouvir ele, eles mudaram de casa e não sabíamos para onde eles tinham ido”, destacou. 

Mãe e padrasto são presos suspeitos de estupro contra garota no Piauí (Foto: Divulgação)Mãe e padrasto são presos suspeitos de estupro contra garota no Piauí (Foto: Divulgação)

Nesse cenário, o delegado explicou ainda que a menina não fora ainda para a perícia e mãe foi orientada pelo conselho, no entanto, eles trocaram de endereço sem aviso prévio. As buscas continuaram e os dois foram localizados na zona rural de Joaquim Pires. 

Duante as investigações do caso, a mãe chegou atribuir a paternidade para um outro homem, que morava em Parnaíba. Os agentes o procuram, que o mesmo negou a acusação e se prontificou em colaborar com as investigações. 

“Fomos para Parnaíba fazer o exame do rapaz, que negou, dizendo que não era o pai e que estava disposto a fazer o que era preciso para provar. O exame genético foi feito após ele disponibilizar o material e aguardamos o resultado. Nesse meio a criança nasceu e recebemos o resultado que atestou que ele não era o pai e a denúncia voltou para o padrasto. Ouvimos outras pessoas e o pai da criança seria de fato o padrasto”, disse. 

Diante disso, a mãe da vítima foi presa com o indicativo de responsabilização por omissão. Os presos agora estão à disposição da justiça.

“Nesse caso, a legislação permite a responsabilização ao genitor. Os mandados foram deferidos e demos cumprimento. Se ele (padrasto) se disponibilizar a oferecer o material genético dele para constatar com 100% de certeza que ele é o pai, vamos fazer o exame. Ou até mesmo se ele confessar, se for o caso”, finaliza Antônio Alves.