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Traficante recém-liberto é suspeito pela morte do menino Kaio

Kaio brincava numa festinha em um centro de reforço escolar quando foi atingido por um tiro na cabeça.

A polícia já tem um suspeito da morte do menino Kaio Guilherme da Silva Baraúna, de 8 anos, atingido por uma bala perdida no último dia 16, no Rio de Janeiro. Seria um traficante que atirou a esmo. Também foi confirmado que não houve operação policial nem qualquer tipo de confronto na Vila Aliança naquele dia — como a família afirma. As informações são do G1.

"Ele seria um traficante que teria saído do sistema prisional em razão de um benefício há alguns meses. Ele estaria comemorando nas ruas da Vila Aliança essa liberdade e teria disparado um dos tiros que causou a morte do garoto", explicou o delegado Luiz Maurício Armond, da 34ª DP (Bangu)

O suspeito foi intimado a depor, mas não compareceu para prestar esclarecimentos.

Os pais de Kaio, Ricardo e Thais, são consolados por um amigo — Foto: TV Globo Os pais de Kaio, Ricardo e Thais, são consolados por um amigo — Foto: TV Globo 

Kaio brincava numa festinha em um centro de reforço escolar quando foi atingido na cabeça. Ele lutou por oito dias no CTI do Hospital Pedro II, teve momentos de reação ao longo do tratamento, mas não resistiu e morreu no último sábado (24). O corpo foi enterrado nesta terça (27).

Torcedor do Vasco da Gama, Kaio - que sonhavam em ser jogador de futebol -, foi sepultado com a bandeira de seu time do coração em cima do caixão sob os olhares de familiares e amigos.

“Ele foi um filho maravilhoso. Sempre fiz tudo que podia por ele, e quando não podia tinha a mãe. Sempre trabalhei para poder dar o que ele queria. E o sonho dele era ser jogador de futebol ou médico”, disse o pai, Osmar. “Eu queria pelo menos ter dado um abraço no meu filho, só um último abraço”, emendou. 

Homenagem a Kaio com a bandeira do Vasco, time do coração do menino — Foto: TV Globo Homenagem a Kaio com a bandeira do Vasco, time do coração do menino — Foto: TV Globo 

Fábio, o avô, também fez um apelo. “Por favor, para com essa violência, que isso machuca. Estou enterrando meu neto, minha vida, foi 50% da minha vida embora aqui.”

De acordo com a Secretaria de Estado de Saúde (SES), que cuida do Programa Estadual de Transplantes (PET), os órgãos (fígado, rins, coração) do menino já foram transplantados.

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