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Aziz manda prender ex-diretor da Saúde sob acusação de mentir na CPI

Mais cedo, Aziz já havia alertado o depoente sobre suas declarações à CPI


O presidente da CPI da Covid, senador Omar Aziz (PSD-AM), deu voz de prisão ao ex-diretor de Logística do Ministério da Saúde, Roberto Ferreira Dias, por mentir à comissão.

Mais cedo, Aziz já havia alertado o depoente sobre suas declarações à CPI. "Nós queremos só a verdade. Estou lhe dando fatos que tenho conhecimento e a CPI tem conhecimento, para que Vossa Excelência possa se defender. Senão, sempre vai arrebentar a corda no mais fraco", disse o senador.

Propina de US$ 1

Roberto Dias foi convocado a dar explicações sobre as acusações de que teria pedido propina de US$ 1 por dose de vacina em negociações e teria pressionado um servidor do ministério a agilizar a aquisição da Covaxin, vacina produzida na Índia. Dias nega as duas acusações.

Mais cedo, Aziz já havia alertado o Dias sobre suas declarações à CPI - Pedro França/Agência Senado Mais cedo, Aziz já havia alertado o Dias sobre suas declarações à CPI - Pedro França/Agência Senado 

Durante o depoimento, Aziz acusou Roberto Dias de ter mentido e ter omitido informações da comissão. "Chame a polícia do Senado. O senhor está detido pela presidência da CPI", afirmou Aziz a Roberto Dias. 

'Chacota'

Aziz, então, respondeu que não aceitará que a CPI vire "chacota". 

"Tenho sido desrespeitado como presidente da CPI, ouvindo historinhas. As pessoas se preparam. Não aceito que a CPI vire chacota. Temos 527 mil mortos. e os caras brincando de negociar vacina. [...] Ele está preso por mentir, por perjúrio", declarou Aziz.  

''Tentando ajudar''

"Estou tentando lhe ajudar, estou sendo sincero com você. Agora, Vossa Excelência chegar aqui e dizer que saiu [do Ministério da Saúde], não sabe por quê; lhe tiraram poderes no seu departamento, não sabe por quê; demitiram duas pessoas que trabalhavam diretamente com o senhor, o senhor não sabe por quê", disse Omar Aziz.

O nome de Roberto Ferreira Dias veio à tona após reportagem publicada no último dia 29 pela Folha de S.Paulo. Ele foi acusado pelo policial militar Luiz Paulo Dominghetti de ter cobrado propina para fechar a compra de 400 milhões de doses da vacina da AstraZeneca.

 O pedido, disse o PM ao jornal, teria sido feito em um jantar no Brasília Shopping, em 25 de fevereiro. Dias teve sua exoneração anunciada na noite do dia 29, logo após a publicação da reportagem da Folha. O Ministério da Saúde afirma que a decisão foi tomada pela manhã.

Pacheco deve reverter prisão de Dias; defesa prepara recurso ao STF

Aliados do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), informou na noite desta quarta-feira (7/7), que ele deve revogar a decisão do presidente da CPI da Covid, Omar Aziz (PSD-AM), de mandar prender o ex-diretor de Logística do Ministério da Saúde Roberto Dias.

Rodrigo Pacheco (Foto: Metrópoles)Rodrigo Pacheco (Foto: Metrópoles)

Segundo interlocutores, Pacheco pediu um parecer da Secretaria-Geral da Mesa para embasar sua decisão. O argumento será o de que a prisão foi irregular, pois foi decretada quando a sessão plenária do Senado já havia começado, o que obriga todas as comissões da Casa a encerrarem suas atividades.

Aliados do presidente do Senado ressaltaram à coluna que esse argumento está previsto no regimento interno da Casa e que, caso ignore essa previsão regimental, Pacheco corre o risco de ser alvo de uma ação por improbidade administrativa.


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