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Julgamento de Jackson Lago reúne ex-ministros do STF como advogados em lados opostos

Julgamento de Jackson Lago reúne ex-ministros do STF como advogados em lados opostos

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Folha Online, em Brasília

O ex-ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) e ex-presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) Francisco Rezek e os advogados José Eduardo Alckmin e Daniel de Farias Jerônimo Leite fizeram hoje à noite, no TSE, a defesa da manutenção dos mandatos do governador do Maranhão, Jackson Lago (PDT), e do seu vice, Luiz Carlos Porto (PPS). Lago e Porto são acusados de irregularidades ao longo da campanha eleitoral de 2006.

O julgamento colocou em lados opostos dois ex-ministros da Suprema Corte. Em favor da cassação ficou o ex-presidente do STF Sepúlveda Pertence --que atua em favor dos integrantes da coligação liderada pela senadora Roseana Sarney (PMDB-MA). Contra o processo, está Rezek.

As presenças de Sepúlveda e Rezek no plenário do TSE silenciaram os presentes que acompanham as sustentações orais com atenção. Sepúlveda disse que não transformaria o ocasião em "arena", enquanto Rezek afirmou que Lago não é um político profissional nem detém um "feudo" numa referência à família Sarney.

"Jackson Lago não é um político de toda vida, é um médico que se entregou à política em determinados momentos", disse Rezek. "O que os recorrentes pedem não é cassação, é usurpação de mandato. Jackson Lago se trata de alguém que não detém nenhum feudo como de alguns de determinadas regiões do país."

Antes, Sepúlveda havia avisado que não gostaria de transformar o julgamento em uma rinha de galo. "Não haverá duelo, não farei arena de digladiadores enraivecidos nem rinha", afirmou Sepúlveda.

Na ação, o governador é acusado também de distribuir de forma irregular cestas básicas e kit salva-vidas para moradores da baía de São Marcos, em São José de Ribamar. Há, ainda, suspeitas de Lago ter repassado aproximadamente R$ 700 mil para uma associação de moradores de Grajaú.

A coligação de Roseana, na ação, faz referência a uma suposta apreensão de R$ 17 mil pela Polícia Federal, em Imperatriz. Segundo a acusação, o dinheiro seria utilizado para a compra de votos. Outra denúncia é que Lago teria realizado distribuição de combustível e material de construção.


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