Por Francy Teixeira.

Pré-candidato à Presidência da República, o senador Alessandro Vieira (Cidadania) disse que em entrevista ao Agora, da Rede Meio Norte, nesta quinta-feira (09), que há espaço para o crescimento da terceira via, mas que é preciso dialogar com a sociedade, ter humildade e não cometer os mesmos erros de outrora. Nisso, o parlamentar sinalizou que não 'é o salvador da pátria', e outros nomes no campo mais moderado podem contar com a preferência do eleitorado. 

"O desafio da terceira via é dialogar com a sociedade, não repetir o erro de 2018. Esse sentimento de frustração continua nas pessoas, e a terceira via tem que dialogar com a sociedade, tem que ter essa humildade". 

Senador Alessandro Vieira concede entrevista ao Agora (Foto: Reprodução)Senador Alessandro Vieira concede entrevista ao Agora (Foto: Reprodução)

Vieira complementou. "Eu não sou o salvador da pátria, não sou o dono da verdade, então é possível que haja nomes que interessem mais". 

O senador pontuou que a radicalização só interessa aos extremos, citando o presidente Bolsonaro e o ex-presidente Lula. "A radicalização só interessa aos extremos, pela radicalização eles não precisam discutir propostas". 

Sobre as manifestações de 07 de setembro, Alessandro Vieira destacou que elas foram pacíficas, mas tiveram um viés negativo pelas declarações do presidente Jair Bolsonaro (sem partido). "As polícias continuaram atuando no respeito à lei, mas infelizmente tivemos atos por parte do presidente da República que ultrapassa o limite da lei, mas uma vez cometeu crime de responsabilidade. Nesse sentido, foi uma manifestação muito negativa", afirmou. 

Em relação ao bloqueio por parte de alguns caminhoneiros, ele pontua que é um 'movimento isolado'. "Agora você tem um fato isolado, que não representa a categoria, mas você tem um grupo radicalizado que saíram do controle, mas nada que não possa ser resolvido", disse. 

Alessandro Vieira frisou ainda que a manifestação dos presidentes da Câmara, Arthur Lira; e senado, Rodrigo Pacheco, sobre as afirmações de Bolsonaro, tem sido 'abaixo do esperado'. "As manifestações estão abaixo daquilo que se espera, para quem comanda cadeiras tão importantes".