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Policial preso por fraude em concurso é suspeito de matar colega

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Os gentes do Grupo de Repressão ao Crime Organizado (Greco) prenderam acusados de participação e benefício em fraude em concurso público para a Polícia Civil (PC), promovido pelo Governo do Estado em operação deflagrada pelo Greco, com participação da Polícia Militar PM), na manhã de terça-feira (09), em Teresina.

De acordo com corregedor da Polícia Civil do Piauí, delegado Adolfo Henrique, todos os policiais presos estão afastados de suas funções. “Eles estão afastados e é muito pouco provável que retornem devido à gravidade do que aconteceu hoje, de tudo que foi investigado, e eles não possuem mais condições para continuarem dentro dos quadros da Polícia. Certamente serão afastados pelo poder Judiciário, ou pela própria Corregedoria da Polícia com processo administrativo”, afirmou.

 delegado Adolfo Henrique (Crédito: Rede Meio Norte)
Delegado Adolfo Henrique (Crédito: Rede Meio Norte)

Segundo o delegado, alguns dos policiais presos já apresentaram má conduta e por isso respondem à processos administrativos na polícia. “Eu não vou dizer todos, mas um em específico responde a um processo administrativo em uma situação bem grave. Ele, inábil, ao manusear uma arma, matou um outro policial dentro da delegacia. Ele foi indiciado por homicídio culposo, na região de Bom Jesus. Esse processo administrativo já está em andamento. Então, nós percebemos que essas pessoas não tinham condições de continuar dentro da Polícia Civil e também por trapacear pessoas que estudam para passar em um concurso público”, acrescentou.

O delegado explica por qual motivo policial envolvido na morte do colega dentro da delegacia ainda não foi expulso. “Esse processo segue em andamento, em fase bem avançada, por ter toda essa demora, visto que nós abrimos sindicância administrativa disciplinar que encerrou com a conclusão de que ele negligenciou, então não é uma coisa rápida, pois trata-se de um processo administrativo”, explicou.

O Adolfo Henrique confirma que os 13 presos ingressaram no concurso da polícia comprando gabaritos. “Sim, eles compraram gabaritos e e em situações improváveis: gabaritos idênticos aos grandes falsificadores, aos chefes dessa organização criminosa quando depois cruzando as ligações telefônicas entre eles, e isso faltando apenas uma hora para começar as provas. Então, ficou muito clara a participação deles nesse esquema”, disse. 

Todos os envolvidos se conheciam e no dia da prova foi quebrado o sigilo telefônico deles. Eles vão responder por processo criminal e administrativo que pode resultar na expulsão.

Operação

A maioria das prisões está sendo feita na zona Leste, onde tem um intenso movimento na área dos condomínios. Os presos na operação estão sendo levados para a Academia de Polícia Civil (Acadepol). O coordenador da Greco, delegado Williame Moraes, afirmou que a Operação Infiltrados foi deflagrada e estão sendo investigados 16 policias civis lotados em Delegacias de Teresina, algumas especializadas e estratégicas e em Delegacias do interior do Piauí.

Os policiais civis presos são: Cícero Henrique de Sousa Araújo (Acadepol), Maria dos Remédios Alcântara do Santiago (Delegacia da Polícia Civil de Barro Duro), Gean Ribeiro da Costa (Delegacia de Polícia Civil de Campo Maior), Ricardo Araújo Mesquita (Força Tarefa), Paulo Roberto Machado Cerqueira (Delegacia do Idoso), Thiago da Silva Macedo (Delegacia de Polícia Civil de José de Freitas), Priscila Almeida Lima (Delegacia da Polícia Civil de Campo Maior), Aline de Miranda Carvalho Nóbrega (Central de Flagrantes de Teresina), Anderson Vasconcelos Nascimento (Polícia Interestadual - Polinter), Ciro Nascimento Fonseca (Delegacia da Mulher de São Raimundo Nonato), André Luís de Carvalho (Delegacia de Polícia Civil de Pedro II), José Clodomar Saboia Júnior (Delegacia d0 21º Distrito Policial de Teresina), Antônio Lopes da Silva Júnior (Delegacia de Polícia Civil de União), que está foragido.

Também foram presos Cristian Alcântara Santiago (líder do grupo, atua como professor e piscicólogo), Joselito Batista Alves (Analista do Tribunal de Justiça do maranhão), Flávio de Castro Leite (estudante de Medicina, já preso na fraude do concurso do Tribunal de Justiça), Jardeanny Ernesto da Silva (desempregada), Paulo Roberto Scartela Muniz, Willames da Silva Alves (Eletrobras), Hermeson José da Silva (Corpo de Bombeiros), o advogado Edilberto Carvalho Gomes, e os agentes penitenciários Cristiane Maria Alcântara Santiago e José Vilomar Nunes Pereira.


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