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Jornal Agora

Candidato Paulo Henrique: "A prisão de Lula é inconstitucional"

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O candidato ao Senado Federal pela Rede, professor universitário Paulo Henrique, foi o quarto a participar da série de sabatinas com candidatos ao Senado pelo Piauí nestas eleições, no Jornal Agora da Rede Meio Norte, na tarde quarta-feira (29/08).

Já foram sabatinados Francisco das Chagas, Quem Quem, candidato ao Senado pelo Avante, Marcos Vinicius Cunha Dias (PTC), candidato ao Senado pela coligação de Dr. Pessoa (Solidariedade) e Marcelo Castro, candidato ao Senado pela coligação de Wellington Dias (PT). 

Paulo Henrique respondeu perguntas dos jornalistas Arimatéa Carvalho, Samantha Cavalca, Efrém Ribeiro e do apresentador Ieldyson Vasconcelos. Nos 10 minutos finais, a candidato respondeu questionamentos enviados por telespectadores. A sabatina teve duração de 30 minutos.

 (Crédito: Éfrem Ribeiro)
(Crédito: Éfrem Ribeiro)

Ieldyson Vasconcelos: Candidato,  por que o senhor se considera preparado para representar o Piauí no Senado Federal?

Paulo Henrique: Inicialmente, boa tarde a todos aqui no estúdio! O que me credencia a pleitear uma vaga no Senado são os  27 anos de bons serviços prestados em Educação ao meu Estado, e uma participação efetiva nos últimos quatro anos na administração da nossa Universidade Estadual do Piauí, na condição de pro-reitor adjunto de Graduação e pro-reitor de Planejamento. Eu viajei, Ieldyson Vasconcelos, esse estado do Piauí de Corrente a Parnaíba, conhecendo a realidade, discutindo projetos e me apropriando de indicadores, e isso me fez realmente conhecer a fundo as demandas do meu Estado e com isso eu tomei a decisão, em função desse quadro caótico que a política brasileira e piauiense possui, com escândalos e mais escândalos, colocar meu nome à disposição do meu partido e da sociedade piauiense na condição de candidato ao Senado.

 (Crédito: Éfrem Ribeiro)
(Crédito: Éfrem Ribeiro)

Samantha Cavalca (Ao vivo de Brasília): Candidato, na sua chapa são três candidatos ao Senado, então queria saber se isso não prejudica?

Paulo Henrique: Bom, essa pergunta eu já tenho respondido algumas vezes, Samantha.

Samantha Cavalca: Então eu vou reformular, isso prejudica ou não?

Paulo Henrique: Não. Eu acredito que não. É...Nós somos três candidatos por força de uma conjuntura de coligação partidária e até ontem, antes de ontem no Mafuá, eu estava brincando com os outros dois candidatos dizendo assim “a nossa chapa tem excesso de candidatos ficha limpa”, nós estamos até podendo emprestar candidatos ficha limpa para outras chapas. Mas não, não prejudica, não.


Arimatéa Carvalho: Professor,  o senhor tem como candidata à Presidência Marina Silva, e a ex-senadora tem uma posição bem clara em relação a candidatura de Lula e ao fato de ele estar preso. Ela já disse em entrevistas que a “lei é para todos”, “se cometeu crime, tem que pagar”. Ou seja, ela deixou claro sua postura crítica. Aqui no Piauí, geralmente os candidatos que a gente sabatina, professor, eles relutam em falar de Lula em um tom mais crítico. Talvez porque o “lulismo” no Piauí é muito forte, mas eu quero ouvir o senhor falando, pode ser? 

Paulo Henrique: Tem muito candidato, já tenho dito isso para população, que está em cima de muro, é o candidato que quer agradar gregos e troianos e quer tirar o melhor proveito disso. Ontem mesmo tivemos o exemplo aqui de candidatos [Marcelo Castro] em cima do muro em algumas posições. A minha posição, primeiro respondendo o Ari, é que eu não concordo com a prisão em segunda instância da forma como ela está posta hoje, porque a Constituição nossa prevê que ninguém pode ser preso, sem que tenha uma sentença condenado, em trânsito e julgado. Se me disserem que eu estou errado na minha posição,  cinco ministros do Supremo também estão, porque foi cinco a cinco porque teve o voto da presidente do Supremo desempatar, então eu sou a favor que se prenda em segunda instância, mas para isso, eu sou a favor que se mude a Constituição, porque do jeito que está, para mim a prisão de Lula é inconstitucional.

Samantha Cavalca: Ontem esteve aqui o candidato Marcelo Castro e o senhor falou em posição inconstante?

Paulo Henrique: Sim, em cima do muro.

 (Crédito: Éfrem Ribeiro)
(Crédito: Éfrem Ribeiro)

Samantha Cavalca: Quais foram?

Paulo Henrique: Tem até algumas situações, por exemplo, que eu estou até colocando, Samantha, porque parece que os candidatos ao Senado, mesmo aquele que já tem mandato político, não sabe quais são as atribuições constitucionais de um senador. Então tem candidato que vem para cá e diz “ah, eu vou abrir hospitais”, sendo que isso é papel do executivo. Na Constituição, no artigo 52, está claro lá quais são as atribuições de um senador, aí quando se pergunta “ah, o senhor na Reforma Trabalhista, foi a favor ou contra?”, “ a Emenda Constitucional 95?”, aí diz “a Reforma Trabalhista do jeito que foi votada, não prejudicou o trabalhador”. É claro que prejudicou, porque na medida em que tira a contribuição sindical, enfraquece os sindicatos que eram quem dava um certo equilíbrio na negociação trabalhador-patrão. Isso para colocar uma das situações.

Ieldyson Vasconcelos: Quase todos os candidatos que vem aqui a gente pergunta: qual é a sua bandeira? O senhor participou do planejamento completo da sua chapa majoritária?

Paulo Henrique: Muito bem! A minha bandeira principal, não poderia deixar de ser, é a Educação. Eu sou profissional da educação há 27 anos, eu estive fazendo umas contas, Ananias, e acho que na minha vida de professor de cursinho, eu devo ter dado aula para 30 mil alunos aproximadamente. Muita gente. Eu não poderia, Ieldyson Vasconcelos, deixar essa bandeira da educação de lado.

 (Crédito: Éfrem Ribeiro)
(Crédito: Éfrem Ribeiro)

Ieldyson Vasconcelos:  Vasconcelos: Vou reformular, o que está de errado que o Senado pode contribuir na Educação e o que o senhor pode fazer?

Paulo Henrique: Eu acho que tem algumas coisas erradas com a base nacional curricular comum. Ela foi meio empurrada guerra abaixo para população. Eu acho que tinha que ter uma oitiva maior dos seguimentos educacionais da sociedade como um todo, isso é um ponto que o senador deve ficar atento, lá no Senado, porque o Senado é a Camara Revisora. Então quando os projetos de lei passam pela Câmara  e chegam ao Senado, cabe aos senadores fazer a revisão e moldar os projetos de lei para que virem efetivamente uma lei.

Respondendo sua segunda pergunta, eu coloco, sim. A chapa do senador Elmano me ouviu na construção do seu plano de governo e uma das cosias que a gente colocou que foi amplamente acatada pelo governador Elmano Férrer, foi tornar a Uespi de uma autonomia financeira. Vejam só, existe na Constituição um artigo que prevê que as universidades devam gozar de autonomia financeira e administrativa. Na Constituição do Estado, artigo 228, diz a mesma coisa, está alinhado à Constituição Federal. No entanto, nenhum governador do Estado se indignou a mandar projeto de lei para Assembleia concedendo a Uespi autonomia financeira. Veja bem, eu fui pro-reitor de administração e finanças da Uespi e para comprar uma resma de papel, Ananias, eu tinha que ir na Sefaz pedir para liberar recursos, ou seja, a universidade anda literalmente com um pires na mão. E aí você observa quando a gente fala em bolsa de estudantes, a mesma coisa, nós tivemos que ir na Sefaz pedir autorização para fazer o pagamento das bolsas estudantis que garantem ao estudante a permanência ou não no seu curso. Então isso é uma bandeira que nós vamos levantar, de fazer gestão junto ao próximo governador para que ele conceda autonomia financeira e administrativa a Uespi.

Ieldyson Vasconcelos: A disputa ao Senado nos últimos anos foi bastante concorrida. O que o senhor acha de seus concorrentes: Robert Rios, Marcelo Castro, Ciro Nogueira e dentre outros?

Paulo Henrique: Ieldyson, parece que eu estou ouvindo o telespectador me transmitir essa resposta: são todos iguais. A novidade está sendo o Paulo Henrique. Eu sou novo na política.

Ieldyson Vasconcelos: Todos iguais, por quê?

Paulo Henrique: São todos iguais porque estão há anos exercendo cargos na política e há anos o estado do Piauí não muda. Por exemplo, o Marcelo Castro esteve aqui ontem, colocou que só como deputado federal foram 20 anos, foi ministro do Estado e agora está pleiteando um cargo no Senado. O que que na ação dele parlamentar, ele pode trazer para o estado do Piauí? Na minha visão, praticamente nada; a mesma coisa com Ciro Nogueira, que está aí há anos. Aliás, se a gente for analisar o estado do Piauí, Samantha, há uma tendência dos cargos serem hereditários, o pai que deixou de ser político e passa para filho, aí o filho vai se candidatar a um cargo maior, aí coloca a esposa para ocupar aquele cargo anterior. População, nós temos que acordar para esse fato.

Ieldyson Vasconcelos: Telespectador pergunta por que Frank Aguiar é novo se ele não mora no Piauí há mais de 10 anos e foi deputado federal e vice-prefeito, então o que ele  fez como deputado e como vice-prefeito por São Paulo?

Paulo Henrique: O conhecimento que eu tenho do Frank, apesar de ser uma pessoa muito carismática, inclusive já me mandou algumas mensagens e eu retribui as mensagens para ele, é o conhecimento da música, embora eu não goste muito do ritmo dele. Eu sou mais do rock. Eu não posso opinar sobre a vida pública dele.

Ieldyson Vasconcelos: E o polêmico deputado Robert Rios que tanto trabalhou na parte da Segurança e Polícia Federal e hoje é candidato ao Senado. Ele é seu concorrente também, não?

Paulo Henrique: Sim, o Robert Rios é uma pessoa que tem ação muito incisiva e é um crítico muito forte do atual governo, mas eu quero crer também que ele um pouco se perdeu ao longo de sua trajetória política, pulando de partido em partido, mostrando que não há uma identidade ideológica muito fortalecida. Isso é uma crítica que eu também faço, esse pula de partido para partido.

Ieldyson Vasconcelos: E o Wilson Martins, ex-governador?

Paulo Henrique: Sabe…Eu tenho andado muito o Piauí e por incrível que pareça, a rejeição ao ex-governador Wilson Martins é pequena.

Ieldyson Vasconcelos: Quem o senhor tem visto com rejeição maior?

Paulo Henrique: Ciro Nogueira.

Ananias Ribeiro: O Governo Wilson Martins foi bom para a Uespi?

Paulo Henrique: Foi. É inegável cargo de planos e salários.




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