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Robert Rios: "Vou ser senador para acabar com essa esculhambação"

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O candidato ao Senado Federal pelo DEM, deputado estadual Robert Rios,  foi o 11º a participar da série de sabatinas com candidatos ao Senado pelo Piauí nas Eleições de 2018, no Jornal Agora da Rede Meio Norte, na tarde desta segunda-feira (10/09).

Já foram sabatinados Francisco das Chagas, Quem Quem, candidato pelo Avante; Marcos Vinicius Cunha Dias(PTC), candidato pela coligação de Dr. Pessoa (Solidariedade); Marcelo Castro, candidato pela coligação de Wellington Dias (PT); professor universitário Paulo Henrique, candidato pela Rede; Frank Aguiar, candidato também pela coligação de Dr. Pessoa; Jesus Rodrigues, candidato pelo PSOL; professor Fausto Ripardo, candidato pelo PCB e o ex-governador Wilson Martins, candidato pelo PSB e Flávia Barbosa, candidata pela coligação de Elmano Férrer e Genival Oliveira, candidato pelo PSC. 

 (Crédito: Efrém Ribeiro)
(Crédito: Efrém Ribeiro)

Robert Rios espondeu perguntas dos jornalistas Arimatéa Carvalho, Samantha Cavalca, Ananias Ribeiro e do apresentador Amadeu Campos. Nos 10 minutos finais, a candidato respondeu questionamentos enviados por telespectadores. A sabatina teve duração de 30 minutos.

Amadeu Campos: Candidato,  por que o senhor se considera preparado para representar o Piauí no Senado Federal?

Robert Rios: Amadeu, se você olhar a biografia de todos os candidatos você vai descobrir que Robert Rios é formado em Direito, historiador, delegado da Polícia Federal há 35 anos, já comandei a PF aqui no Piauí por cinco anos, já fui secretário de Segurança por 8 anos, tenho três mandatos como deputado estadual. Fiz curso no Brasil, fora do Brasil, sou um, especialista na área de segurança, então eu estou pronto para contribuir com o meu Piauí e com o Brasil lá no Senado Federal discutindo segurança Pública. Eu acho que poucas pessoas no Brasil, Amadeu, tem o conhecimento que eu tenho na área de segurança.

Esse conhecimento não nasceu em uma academia só, esse conhecimento são 35 anos de experiência na rua e na prática. Se há um homem que pode chegar no Senado e discutir a segurança brasileira, sou eu. Nós não temos um senador lá em Brasília que conhecera de segurança, então eu vou poder chegar lá, ascender o debate da segurança pública e buscar soluções para segurança pública no Brasil. Hoje você sabe, Amadeu, que não é só no Piauí, mas em todo Brasil, a segurança é uma esculhambação, esculhambação. Estando solto, quem manda na rua é o bandido, coloca arma na cabeça de todo mundo toda hora. Estando preso, quem manda no Brasil sãos as facções criminosas, dando ordem dentro dos presídios. Eu acho que eu tenho a solução para resolver isso no Brasil.

Ananias Ribeiro: Candidato, o senhor falando sobre essa área de segurança em um encontro com policiais, disse a seguinte frase “vou acabar com essa esculhambação, e juiz não vai desmanchar o nosso trabalho em audiência de custódia”. O senhor será senador para rever audiência de custódia, é esse debate 'polícia prende e justiça solta?' Isso o senhor vai combater em Brasília?

Robert Rios: Eu vou ser os senador para acabar com essa esculhambação que coloca tua família em risco, coloca minha família em risco e coloca teus familiares em risco. Imagine só você pode entrevistar qualquer secretário de Segurança, Robert Rios, Fábio Abreu ou outro, qualquer coronel , qualquer major, qualquer soldado da polícia delegado, vai dizer. Exemplo, um pouco tempo atrás assaltaram o dono de uma academia na porta da academia, assaltaram e mataram. A polícia investigou, vocês colocaram aqui, depois de investigado ele tinha 16 prisões, 16 vezes foi preso, 16 vezes foi solto.

Nos Estados Unidos, onde eu estagiei, você custa prender um bandido porque as leis são até mais difíceis para prender, mas depois que prende você vai se aposentar e nunca mais vê esse bandido. Aqui no Brasil você vai envelhecendo prendendo o mesmo bandido. Esse aí já tinha sido preso 16 vezes, então o que é comum: o bandido acabou de meter a bala um de manhã, você leva para audiência de custódia, ele é liberado e de tarde faz outro assalto. Em um desses assaltos ele mata tua mãe, teu filho, tua mulher, um parente, um amigo teu e fica por isso mesmo porque no Brasil a liberdade é o prêmio do crime, e eu quero criar lei dura que impeça o juiz de soltar o bandido quando bem quer, “ah, eu acho que vou soltar, vou soltar”. Então se todo Brasil segue regra, o juiz também tem que seguir regras.

 (Crédito: Efrém Ribeiro)
(Crédito: Efrém Ribeiro)

Ananias Ribeiro: A culpa é do juiz ou da lei?

Robert Rios: Da lei, a culpa é da lei. Mas também tem juiz qua quando ele não quer, ele tem brecha para segurar o bandido. Agora você passar o dia prendendo bandido e a Justiça passando o dia soltando bandido, eu quero acabar com essa coisa de ‘prende e solta’, 'prende e solta’. Nós vamos prender bandidos perigosos e eles ficarão presos porque eu vou apresentar uma lei nesse sentido. Eu acho que tem muita gente presa no Brasil que não merecia estar preso, nas grades não. Eu acho que crimes com potencial pouco ofensivo, crime que não tem grave ameaça; crime que não tem violência, a pessoa pode ser apenada de outra maneira, com multa se tiver dinheiro, com interdição de direitos; prisão domiciliar e proibir de frequentar certos locais e tal.

Amadeu Campos: Deputado, nesse ambiente aí, nesse ‘rolo’ o senhor está colocando furto como crime simples?

Robert Rios: Amadeu, sim, o furto é crime simples de subtração de coisas. Então pode apenas de certa maneira, mas se esse ladrão, esse furto for reincidente e sempre furtando, ele também tem que ser preso, tornou-se elemento perigoso. Mas aqui quem tem que apodrecer nas grades é quem mata, é o latrocida, é quem rouba, com mão armada, quem faz grave ameaça, é quem estupra, crimes contra idosos, crimes contra mulheres, sequestros. Esses é sem perdão, tem que apodrecer. Esses crimes de violência tem que apodrecer. A polícia tem que prender uma vez só: prendeu, aposenta e não vê mais na sua frente.


Samantha Cavalca: Candidato, o senhor fez algumas críticas contra algumas pesquisas de opinião pública de intenção de votos. Eu queria saber a opinião sua, o senhor está andando por aí em plena campanha, então quem é que vai levar as duas vagas para o Senado?

Robert Rios: Olha, eu tenho dito que pesquisa aqui no Piauí é como cachorro: você compra, você paga, leva para casa e coloca os números e não tem nenhum problema, porque…Amadeu, vamos analisar as pesquisas.

Amadeu Campos: Mas existem 10 institutos pesquisando aqui?

Robert Rios: Eu vou trazer uma coisa, vou fazer tricô enquanto sou interrompido. Vamos lá...Pesquisa em Parnaíba, Mão Santa estava derrotado, ganhou eleição; pesquisa em Piripiri Luiz Menezes ganhava, e foi apertadinho; pesquisa em Piracuruca, o prefeito ganhava com quatro mil votos, ganhou com duzentos e pouco. Então eu estou dizendo o que acontece com a pesquisa e com o resultado, pesquisa e resultado. Então nós temos que fazer campanha, ir para rua, convencer o povo., brigar…

Samantha Cavalca: Essa campanha, responda minha pergunta sobre quem vai levar pelo que o senhor está percebendo nas ruas?

Robert Rios: A eleição vai para o segundo turno entre Wellington e Luciano. Luciano ganha no segundo turno, está crescendo muito e o Wellignton despencando sempre. Para o Senado é um quadro isento, o primeiro lugar está na faixa de 20 pontos, é um nome conhecido, porque já foi governador e disputou a última eleição para o Senado. É muito conhecido no Piauí e está na faixa de 20 pontos. Os outros candidatos estão na afixa de 10 pontos e um pouco mais para cima, certo. Então é uma campanha, não está garantido quem está em primeiro, nem está fora quem está em quinto. Então vai ser uma eleição disputadíssima, tem 80% de indecisos e esses 80% de indecisos estão virando uma onda, energia, e vão procurar o Robert Rios e vão eleger o Robert Rios, sabe por que, Samantha? Porque o Piauí quer lá em Brasília um cabra de vergonha na cara, de coragem, biografia limpa.

 (Crédito: Efrém Ribeiro)
(Crédito: Efrém Ribeiro)

Arimatéa Carvalho: Candidato, eu gostaria de voltar para o tema da Segurança Pública, considerando que o senhor já foi secretário de Segurança e conhece bem a pasta. Em relação a redução da maioridade penal e uma reformulação do Estatuto da Criança e do Adolescente que já foi tentado sem êxito no Congresso Nacional, gostaria então de saber se o senhor é a favor ou não dessa redução, para qual idade e se também é a favor de uma revisão dessa lei federal que é o ECA?

Robert Rios: Ari, se a redução da maioridade penal resolvesse por si só o Brasil já não teria problemas há muito tempo, mas não resolve. O que que nós temos que resolver, eu não acho justo ninguém acha justo, que um menor de idade, até 18 anos, mata uma pessoa, assalta e mata e a pena máxima dele seja três anos. Eu sou a favor que se eleve essa pena, não pode ser mais três anos, porque é engraçado “ou, tio, daqui a 2 anos estou solto”, “tio daqui 2 anos estou solto”.

O moleque tem 17 anos e seis meses de idade, sabe que vai matar, roubar e vai estar solto em seguida. Então eu acho que nós temos que aumentar essa pena de três para no máximo 10 anos. Aí está resolvido, não precisa nem aumentar idade, basta diminuir, 10 anos está muito bem. O menor praticou crime, ele pode ser preso até 10 anos, em vez de até três anos. Hoje, Amadeu, se ele matar todos nós de uma vez só, chegou aqui e matou todos nós, ele cumpre no máximo três anos de pena. Nós vamos colocar isso para 10 anos de pena, está muito bom. Aliás, Samantha, quem gostar de bandido que leve para casa.

Samantha Cavalca: Continua a história de que “bandido bom é bandido morto?”.

Robert Rios: Não, bandido bom não é bandido morto, não. Bandido bom é bandido preso, recuperado e devolvido a sociedade como cidadão. Isso é bandido bom.

Samantha Cavalcas: Candidato, eu até mandei um print para o senhor e nesse print, só para esclarecer para o pessoal que não está vendo,  foi colocado uma foto do candidato Wilson Martins e do senador Ciro Nogueira.

Robert Rios: Almas gêmeas.

Samantha Cavalca: Por que eles são almas gêmeas?

Robert Rios: Porque são amigos, estão fazendo campanha juntos, andam juntos e qual é o problema?

Amadeu Campos: Mas candidato, ele não está junto com o senhor, na chapa do senhor?

Robert Rios: Amadeu, quem está junto comigo é a minha mulher, eu e ela fazendo campanha, dividindo a direção do carro. Nós chegamos em uma cidadezinha, minha mulher dirigindo, aí ela para o carro e eu desço, aí descem meus colegas que estão fazendo campanha, cada um com fotógrafo, câmeras, jornalistas e aí vão filmando. Aí minha mulher vai estacionar o carro, aí lá vem ela com o celular na mão, batendo foto e é assim que nós estamos fazendo.

Samantha Cavalca: Só que esse print foi compartilhado em um grupo do WhatsApp em que o candidato [Robert] está e ele respondeu com a frase “desse jeito. eu vou apoiar Antonio José Lira”.

Robert Rios: Claro, óbvio! Ótimo! Primeiro que Antonio José Lira é um homem de bem, é meu amigo e tem uma personalidade forte e firme parecida com a minha. Se as duplas começaram a se formar, os casais começaram a se formar aí, cada um escolhe o seu.

Amadeu Campos: Casal não, deputado. Dupla.

Arrimatéa Carvalho: Candidato, o senhor descreveu uma campanha Franciscana, o senhor no carro com sua esposa, diferentemente das outras campanhas que o senhor disse que chegam junto com uma mega estrutura. Não é difícil, realisticamente falando, um senador no estado do Piauí com uma campanha tão Franciscana? Como o senhor pretende contornar isso?

Robert Rios: Ari, eu estou me perguntando todo dia essa mesma coisa sua. Ari, em 140 cidades do Piauí eu sou apoiado e minha campanha feita e carregada por pessoas anônimas que eu não conheço. Eu criei um grupo no WhatsApp, aliás minha esposa criou, eu não sei mexer com isso, e as pessoas vão aderindo no interior e ela despachando santinho, se falta santinha ela inventa uma conversa ‘fiada’ qualquer e nós vamos correndo atrás de santinho e mandando para o interior.

Então em 142 cidades hoje as pessoas que me apoiam, aproveito para agradecer, agradecer do fundo da minha alma. São pessoas anônimas que eu não conheço e cada dia aumentando. Olha, todo mundo diz que “ah, político gosta de dinheiro”, o que me procura de vereador para somar minha campanha sem pedir nada, de prefeito, de ex-prefeito e de liderança e eu sou muito grato. A minha campanha está sendo abraçada pelo povo, feita pelo povo em Teresina e no interior.

Não é fácil. Não é fácil. Eu as vezes vou para o interior e fico no WhatsApp ligando para as pessoas que me apoiam lá, e fica difícil porque eu não conheço as pessoas, aí marco em um mercado, qualquer lugar. Mas olha, está dando certo, está maravilhoso. Quando eu penso que os milionários dessa campanha, que assaltaram o país, acumularam furtunas de dinheiro roubado da Lava Jato, está igual ao Robert Rios, empate comigo nas pesquisas, eu fico satisfeito.

Samantha Cavalca: Em qual pesquisa?

Robert Rios: Em todas, minha amiga.

Samantha Cavalca: Mas o senhor não começou dizendo que desacreditava nas pesquisas?

Robert Rios: Sim, mas estou igual nas pesquisas. Hora, imagine se eu acreditasse nelas? Se não acreditando eu estou bem com eles, imagine se eu não acreditasse nelas. Imagine, imagine. Quando é que a coisa começa a se esculhambar, é quando o traficante começa a se viciar, puta começa a se apaixonar, jornalista pelado.

Samantha Cavalca: Quem pelado?

Robert Rios: Todos, todos. Todos!

Samantha: O Amadeu também?

Robert Rios: Rapaz, tem um tal de Amadeu, Pedro Alcantara Nascimento, tem um tal de Elivaldo Barbosa, pense num trio que eu boto fé. Eu nunca ouvir falar uma conversa, nenhum “fake” e poderia citar aqui outros, mas esses são os mais conhecidos.






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