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Painel Agro

Chuvas devem priorizar Cerrados e Sertão piauienses

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O mês de outubro já está no fim, mas deixou sua marca no Piauí em 2020, ou seja, o mais quente dos últimos cinco anos. Não à toa, os termômetros têm registrados médias da máxima acima dos 38 graus, na maioria das cidades do Estado. Em Bom Jesus e Teresina, por exemplo, a temperatura chegou a assustadores 43 e 41 graus, respectivamente. É literalmente um sol para cada um. E isso, claro, sem chuva alguma. Na região dos cerrados e extremos sul piauiense mesmo, não caia uma gosta de água há mais se 60 dias.

 Porém, tem acontecido algumas chuvinhas nos últimos dias deste mês. Ainda tímidas, é verdade, mas que já dão uma perspectiva para o início do período chuvoso no Estado, que tem início justamente no mês de novembro. E a expectativa, conforme a meteorologia, é que as chuvas esse ano no Piauí sejam bem regulares e que ocorram entre as regiões dos cerrados e sertão.

 “Apesar do Estado está enfrentando o pior B-R-O-Bró dos últimos cinco anos, as chuvas no Piauí não estão atrasadas. Elas estão dentro da regularidade e devem acontecer agora, em novembro, principalmente nos Cerrados. No entanto, é preciso aguardar para ver como essas chuvas vão se distribuir. Mas, a expectativa é que a concentração de chuvas fique no extremo Sul piauiense, até por força do fenômeno La Ninã”, explicou o climatologista Werton Costa.


Trata-se de uma boa notícia para o setor agrícola do Piauí que está iniciando a produção de grãos para o próximo ano. Isso porque, dados do primeiro levantamento da safra de grãos brasileira de 2021, divulgada essa semana pela direção da Companhia Brasileira de Abastecimento (Conab), em Teresina, mostram que a colheita em território piauiense deverá encolher cerca de 6,4% em relação a supersafra atingida esse ano.

 De acordo com o estudo, a expectativa é de que sejam produzidos pouco mais de 4,7 milhões de toneladas de grãos no Piauí em uma área de 1,5 milhão de hectares. Esse número é quase 310 mil toneladas de grãos a menos colhidas em 2020, quando os produtores piauienses fecharam a safra com mais de 5 milhões de toneladas colhidas. Os técnicos da Superintendência Regional do Piauí realizaram a coleta de dados no período de 21 a 26 de setembro de 2020.

 “O trabalho de levantamento de safra de grãos da Conab inicia-se ainda na fase de planejamento da lavoura, estendendo-se até a colheita com acompanhamento mensal até o final do ano safra. E como as chuvas na região estão começando agora, não tenho dúvidas que tudo isso será revertido. Acredito muito que essa primeira estimativa será revertida e que teremos uma grata surpresa no final da colheita do Piauí, como tivemos esse ano”, afirmou Sérgio De Zen, diretor de Políticas Agrícolas e Informações (Dipai) da Conab.

Produção de soja e feijão deve crescer 

Sérgio de Zen, que também esteve na capital piauiense essa semana, apresentando os dados da primeira estimativa da safra brasileira do ano que vem, destacou o bom trabalho que os produtores piauienses vem fazendo nos últimos anos, todos destacados pelos recordes  alcançados. “Em pouco tempo, acredito que a cadeia da proteína animal logo se instalará, também, nos Cerrados piauienses, levando mais emprego e renda aquela região tão promissora”, enfatiza.

 Porém, enquanto a recuperação da safra total piauiense não vem, acompanhada com o período chuvoso, a Conab prevê já o crescimento em algumas culturas no plantio do Estado, com por exemplo a soja e o feijão. Carro chefe do agronegócio piauiense, a soja já registrou uma previsão de crescimento na ordem de 4,4%, em comparação com a safra de 2020. A área plantada de soja terá um incremento de 4,1%, passando de 758,9 mil hectares para 790 mil hectares.

 “No total, o Piauí deverá colher ano que vem cerca de 2,7 milhões de toneladas de soja, o que representa mais da metade da previsão da safra total piauiense. É um número excepcional, anda mais porque a maior parte desse produto piauiense vai para fora e já está praticamente vendido. Isso mesmo, nesse momento que a soja está começando a ser plantada, por contas das chuvas, o produtor já vendeu quase todo o plantio”, ressaltou Sérgio.

Quanto ao feijão, há uma previsão de crescimento ainda maior, ou seja, 25% em relação a colheita desse ano, com cerca de 199,5 mil hectares plantados e produtividade esperada de 507 kg/ha, toda essa safra será proveniente da agricultura familiar. Já as demais culturas registraram previsão de queda neste primeiro levantamento, como o milho que estima redução de 8,2%; o arroz com baixa de 12,8% e o algodão que praticamente mantém constante a área plantada com cerca de 18,1 mil ha. (L.P.)

Área promissora

No geral, a nova safra do Brasil deve superar em 4,2% o recorde obtido na temporada recém-finalizada. Segundo o primeiro levantamento da safra de grãos 2021, a produção está estimada em 268,7 milhões de toneladas, superando em cerca de 11 milhões de toneladas o recorde de 257,7 milhões de toneladas da última safra. E cerca de 10% de total essa produção está na região hoje conhecida como Matopiba, que é uma área plantada que abrange os estados do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia.

“É, sem dúvida alguma, a área mais promissora hoje no país para expansão da produção de grãos. Produtores, empresários e população das cidades compreendidas nos quatro estados estão bastante empenhados no crescimento do setor, levando com ele desenvolvimento e renda àquela região. É uma das regiões mais profícua do país”, pondera Sérgio de Zen.

O diretor da Conab lembra que mesmo com as dificuldades causadas pela pandemia da Covid-19, as exportações de muitas culturas caminham para recordes, como o de pluma de algodão. Quanto ao milho, para o ano safra atual, foi mantida a previsão de exportações em 34,5 milhões de toneladas. Em setembro, os embarques alcançaram 6,6 milhões de toneladas, 2,6% a mais que no mesmo período de 2019.

 Para a soja, a expectativa de venda para o mercado externo está em torno de 82 milhões de toneladas para este ano. E para o próximo, são esperadas cerca de 85 milhões de toneladas, o que representaria aumento de 3,7%, cujo suporte seria dado pelo câmbio, que pode se manter elevado nos próximos meses. (L.P.)


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