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Painel Agro

Recorde: arroba chega R$ 300 e marca história da pecuária no Brasil

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Um dia para entrar na história da pecuária nacional, terça-feira, 10 de novembro, o dia em que o preço pago pela arroba chegou ao patamar de R$ 300,00. Após uma semana agitada na maioria das praças mostrando uma grande força no viés altista, reflexo de um dia útil a menos de negócios, as indústrias frigoríficas começaram esta semana ofertando mais pela arroba do boi gordo. Diante desse cenário, o preço atingiu R$ 300,00/@ nas praças paulistas e o mercado “pega fogo”.

Segundo informações do aplicativo da Agrobrazil, o mercado segue em ritmo aquecido e os preços da arroba no Brasil estão se igualando aqueles praticados nos EUA. Segundo o pecuarista de São José do Rio Preto, em São Paulo, o valor negociado para os animais com destino ao mercado externo, foi de R$ 300,00 com pagamento à vista e abate para o dia 13 de novembro. Além do valor, fica a atenção para a escala de abate, que segue extremamente curta para as plantas frigoríficas de todo país.

O preço da arroba em dólar, está praticamente o mesmo praticado pelos EUA, um dos grandes concorrentes do Brasil no mercado externo. A tendência é que o preço sofra correções nos próximos dias.

De acordo com a IHS Markit, a persistente escassez de oferta de boiada pronta para abate tem submetido muitos compradores a aceitar a forte pressão de alta na arroha para não perder negócios.

“Há dias, as indicações de preços no balcão perderam referência, visto que a precificação passou a depender exclusivamente do tamanho do lote, proximidade da planta frigorífica e, principalmente, se tais volumes se enquadram em algum protocolo de exportação padrão China ou Europa”, destaca a IHS.

O problema, ressalta a consultoria, é que são poucos os pecuaristas que dispõem de grandes volumes de animais para venda. “A comercialização da boiada gorda gira em torno da negociação de lotes de pequeno e médio portes, pois os grandes lotes de confinamento estão mais escassos no mercado e tendem a ter preços mais altos”, acrescenta.

Além disso, continua a IHS, os lotes maiores de confinamento, que possuem melhor padronização e se enquadram em diversos protocolos dos compradores, estão sendo adquiridos somente pelas indústrias que necessitam cumprir contratos específicos, sobretudo com foco para exportação. “De certa forma, as indústrias estão muito dependentes de ofertas oriundas de confinamentos próprios ou de lotes a termo com entrega agendada no mês”, informa.

Fonte: Compre Rural




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