Ônibus que vitimou piauiense e mais 17 tombou antes de capotar

'Ele derrapou e começou a balançar', disse uma testemunha.

Peritos da Polícia Científica estão investigando o acidente com ônibus universitário que levava 46 pessoas e  capotou na rodovia Mogi-Bertioga na noite de quarta-feira, dia 08 de junho, no litoral de São Paulo, deixando 18 pessoas mortas e duas feridas.  Uma das vítimas é o estudante Sousa Carvalho, 26 anos, natural do município de Picos. 

De acordo com informações da Polícia Civil, as marcas na lateral do ônibus mostram que ele tombou antes de capotar em um barranco da rodovia. O tacógrafo do veículo - espécie de caixa-preta - é quem determinará oficialmente a velocidade precisa do acidente foi encontrado intacto. Ainda segundo os peritos, o sistema de freio e a barra de direção vão ser retirados na semana que vem e devem ser levados para São Paulo.

Peças do veículo são analisadas por peritos (Crédito:  Solange Freitas/G1)
Peças do veículo são analisadas por peritos (Crédito: Solange Freitas/G1)

O ônibus em questão está com vistoria da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) em plena validade, além de ter passado por manutenção preventiva há 15 dias, estando apto para realizar o transporte. A credencial da empresa, que deve ser renovada a cada cinco anos, termina em 31 de outubro de 2016.

Uma testemunha,  Donizetti Vieira, de 54 anos, contou ao jornal Folha de S. Paulo, que o veículo tentou ultrapassá-lo antes de perder o controle, bater em uma pedra e capotar. Segundo ele, o motorista do coletivo estava perto de 90 quilômetros por hora (km/h).

"Era uma pista só para descer [a serra no sentido Bertioga]. Já na serra, eu tinha feito uma curva à esquerda, depois tinha uma pequena reta para pegar uma curva à direita. Nessa reta, eu vejo dois faróis grandes atrás de mim. Pensei: 'Esse cara está andando bem'. Até então, não tinha conseguido identificar que era o ônibus dos estudantes", relatou ao jornal.

Vieira narrou que, quando chegou em uma curva, o coletivo o empurrou para a direita, tentando ultrapassá-lo. "Só que ali só cabe um [automóvel], amigo". "Ele foi me jogando para fora da pista, se escorou no meu carro, mas não tem acostamento do lado direito. É um pedacinho de pista e depois abismo. Minha mulher e minha irmã começaram a gritar", continuou a testemunha.

"Vi ele me usando como apoio. Não só vi, como senti. Ele então ultrapassou, derrapou e começou a balançar de um lado para o outro, como se fosse uma bicicleta. Balançou para a direita, esquerda e depois tombou". "Vi o ônibus deslizando e batendo. Não sabia na hora que tinha sido na pedra. Pensei que tivesse caído em um buraco porque a parte de cima [do ônibus] sumiu. Não ouvi barulho... nem de freio nem de freio a motor. Só um arranhado de lataria no chão".

Veículo ficou destruído (Crédito:  Jonny Ueda/Futura Press/Estadão Conteúdo)
Veículo ficou destruído (Crédito: Jonny Ueda/Futura Press/Estadão Conteúdo)
Curva onde ocorreu o acidente (Crédito:  Solange Freitas / G1)
Curva onde ocorreu o acidente (Crédito: Solange Freitas / G1)


Fonte: Com informações do G1