Preso suspeito de provocar explosão em Nova York

O suspeito é acusado de colocar bomba no bairro de Chelsea

As autoridades americanas detiveram nesta segunda-feira (19) o afegão Ahmad Khan Rahami, de 28 anos, acusado de ter colocado uma bomba no bairro de Chelsea, em Nova York, no último sábado (16). A explosão deixou 29 pessoas feridas.

Segundo o FBI, Rahami é um afegão com cidadania norte-americana e deve ser "considerado armado e perigoso". O homem morava em Elizabeth, Nova Jersey, onde uma outra bolsa com cinco bombas foi encontrada nesta segunda-feira (19). Uma delas explodiu enquanto estava sendo desativada por um robô da polícia.

As autoridades ainda confirmaram que os ataques realizados nos dois locais podem ter ligações com extremistas estrangeiros.

Ahmad Khan Rahami
Ahmad Khan Rahami

As autoridades policiais dos Estados Unidos estão investigando se há conexão entre os três atentados ocorridos no espaço de apenas 12 horas em diferentes cidades americanas, no último sábado (17).

Além da explosão em Nova York, nove pessoas foram esfaqueadas em um shopping center em St Cloud, uma cidade do estado de Minnesota, localizada a 1.200 quilômetros de Nova York. Um homem vestindo um uniforme de segurança privada, antes de esfaquear as pessoas, perguntava às vítimas se eram muçulmanas.

O homem que desferiu os ataques foi morto por policiais. Este caso, que não envolveu a explosão de bombas, foi o único em que o Estado Islâmico divulgou um comunicado reivindicando responsabilidade pelo ataque. 

Em Seaside Park, uma pequena cidade também de Nova Jérsei,  houve a explosão de um artefato pouco antes de uma maratona esportiva, em evento de caridade envolvendo milhares de corredores, em benefício das famílias de  fuzileiros navais e marinheiros. A corrida foi cancelada e não houve feridos no atentado.

Embora a polícia ainda não declare o atentado do bairro Chelsea como um ato terrorista, o governador do estado de Nova York, Andrew Cuomo, disse que explodir uma bomba em uma área movimentada de Manhattan "é, obviamente, um ato de terrorismo".

Fonte: ig