Tiago Leifert e Daiana Garbin revelaram neste sábado (29), que a filha deles, Lua, está com câncer, mais especificamente a retinoblastoma, um tipo raro de tumor nos olhos.

De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (Inca),  retinoblastoma é um "tumor maligno originário das células da retina, que é a parte do olho responsável pela visão, afetando um ou ambos os olhos". A doença ocorre, geralmente, antes dos 5 anos de idade. Embora seja raro, é o câncer ocular mais comum em crianças, respondendo por 3% dos cânceres infantis.

Filha de Tiago Leifert e Daiana Garbin enfrenta câncer raro nos olhos | FOTO: ReproduçãoFilha de Tiago Leifert e Daiana Garbin enfrenta câncer raro nos olhos | FOTO: Reprodução

O principal sintoma é um "reflexo brilhante no olho doente". "É parecido com o brilho que apresentam os olhos de um gato quando iluminados à noite. As crianças podem ainda ficar estrábicas (vesgas), ter dor e inchaço nos olhos ou perder a visão", informa o Inca.

Dor no olho, globo ocular maior que o normal e olho preguiçoso (ambliopia) também são sintomas.

Diagnóstico

O diagnóstico é feito pelo médico, que faz um exame do fundo de olho com a pupila dilatada do paciente e, segundo o Inca, não se deve realizar uma biópsia. Além disso, "todos os pacientes devem passar por estudo de aconselhamento genético para identificação de casos que são hereditários".

"Se outras pessoas da família já tiveram o tumor, as crianças devem ser examinadas por um oftalmologista experiente desde a hora do nascimento, e durante os primeiros anos de vida, para que o diagnóstico seja o mais precoce possível", informou o Instituto.

Doença hereditária?

De acordo com Rodrigo Munhoz, médico oncologista do Hospital Sírio Libanês, acontece de duas formas:

"Quando é um tumor que aconteceu ocasionalmente por uma transformação aleatória daquelas células, o que é um azar. Na outra, que é importante na retinoblastoma, é que em um terço dos casos existe uma predisposição genética, existe a manifestação da retinoblastoma como consequência de uma alteração do DNA que aumenta o risco desse tipo de câncer", disse em reportagem do g1

Segundo o médico, o diagnóstico do segundo tipo é importante pois em casos hereditários — passados de pais para filhos — há chance de recorrência da doença no caso de um novo filho do casal.

Tratamento da retinoblastoma

Tumores menores podem ser tratados de forma especial e sem que a criança tenha uma perda da visão. Em casos mais avançados, o olho precisa ser retirado e o paciente acaba passando por quimioterapia ou radioterapia.

A filha de Tiago Leifert e Daiana Garbin, passa por tratamento há quatro meses, durante os quais ela fez quatro sessões de quimioterapia. Leifert contou que Lua está com o grau E da doença, que é o máximo, mas enxerga bem com o olho esquerdo.

O tipo de tratamento vai depender: se o câncer está em um olho ou em ambos, do grau de visão do olho afetado e se o tumor se disseminou ou não.  Estudos mostram que nove em cada dez crianças com retinoblastoma são curadas após o tratamento em centros especializados.