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Superando desafios, piauiense sonha em participar de Ironman no Havaí

Mais recente, no dia 28 de agosto deste ano, a atleta marcou presença no Campeonato Brasileiro de Triathlon de Longa Distância ocorrido em Cumbuco, no Ceará, onde conquistou a segunda colocação na prova.

A piauiense Germana Moraes, 36 anos, começou no Triathlon em 2014, inspirada nas corridas de rua, depois de observar algumas pessoas correndo na esteira da academia em que treinava. O gosto pela modalidade logo tomou conta da jovem que não pensou duas vezes e procurou dar os primeiros passos em busca de novos desafios.

Em maio do mesmo ano, ela se inscreveu para participar de um Duathlon em Teresina e desde então não parou mais. “Eu estava viciada e queria participar de todo tipo de competição”, lembra Germana, acrescentando que mesmo não tendo bike, falou com seu treinador que emprestou a dele para que pudesse fazer a prova. Na época, ela conta que seu desempenho sobre duas rodas foi horrível, mas valeu a pena pela superação de ter concluído toda a etapa. 

Germana durante pedaladas na bike em treinamento diário. (Foto: Arquivo Pessoal)Germana durante pedaladas na bike em treinamento diário. (Foto: Arquivo Pessoal)

No final da prova, Germana foi convidada a treinar natação, já que no final do ano teria um Triathlon na Barragem do Bezerro, na cidade de José de Freitas, a 55 km de Teresina, pelo Campeonato Piauiense de Triathlon.

“De lá pra cá nunca mais parei e sempre fui me inscrevendo nas provas, treinando, tanto que, em abril de 2015, fiz meu primeiro Meio Ironman em que o atleta nada 1.900 metros, pedala 90 quilômetros e corre 21 quilômetros sem interrupção, sendo um seguido do outro”, relata Germana, informando que a prova aconteceu em Brasília.

Para se manter em forma e estar sempre preparada para prova, a atleta disse que treina, em média, de 2h e meia a 3h por dia, sempre pela manhã, também fazendo treino de ciclismo, bem como corrida. “Geralmente o treino de ciclismo durante a semana é de 1h e 30 minutos, sendo que o treino de corrida é de 1h e 20 minutos. E, nos finais de semana, os treinos são mais longos, onde o de bike chega a ser de 3h e depois corrida de mais 1h e 20 minutos, e à noite faço os treinos de natação, mas tem dia que também faço treino de musculação, então, vou intercalando”, explica a triatleta sobre sua rotina na semana.

Triatleta também teve que se adaptar a natação para completar prova. (Foto: Arquivo Pessoal)Triatleta também teve que se adaptar a natação para completar prova. (Foto: Arquivo Pessoal)

Ao longo de sua carreira, Gemana Moraes ressalta que suas principais competições e as mais importantes foram os campeonatos mundiais que fez pela Seleção Brasileira de Triathlon de Longa Distância, sendo o primeiro em 2017, no Canadá; em 2018, na Dinamarca e, em 2019, na Espanha. Para se ter uma idéia, numa competição internacional, ela tem que dominar três modalidades, tendo que percorrer 3km de natação, 120 km de pedal e 21km de corrida.

Mais recente, no dia 28 de agosto deste ano, a atleta marcou presença no Campeonato Brasileiro de Triathlon de Longa Distância ocorrido em Cumbuco, no Ceará, onde conquistou a segunda colocação na prova. “Lá, eu me classifiquei ficando como vice-campeã na categoria e que me rendeu a vaga para competir no mundial que será realizado no mês de agosto de 2022 na cidade de Townsville, na Austrália”, comemora.

Se preparando diariamente para novos desafios, Germana informa que vai participar, ainda em outubro, de um Meio Ironman em Cascais, em Portugal. 

“Vou com minha equipe e vai servir como treinamento para o mundial na Austrália”, pondera a triatleta, revelando que seu sonho é participar de um Campeonato Mundial de Ironman em Kona, no Havaí. “É o ápice para qualquer atleta”, reforça.

Prova de corrida e muita resistência. (Foto: Arquivo Pessoal)Prova de corrida e muita resistência. (Foto: Arquivo Pessoal)

Germana tem orgulho ao falar que seu maior incentivo para nunca desistir vem de sua família que ajuda, desde sua preparação com alimentação que tem que ser diferenciada, bem como no lado financeiro para custear suas despesas. “Sempre que possível, minha família também vai em busca de patrocínio, pois a maior dificuldade para um atleta é justamente a falta de patrocínio, afinal, competição fora do país tem todo um custo elevado, sendo esse o maior problema que enfrento para competir”.

Para finalizar, Germana enfatiza que seu principal objetivo na carreira de triatleta é estar evoluindo, melhorando seu desempenho e alcançando melhores posições para poder representar o Piauí e o Brasil da melhor forma possível nas competições.

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