A menina de 11 anos que está grávida pela segunda vez após ser novamente vítima de estupro, será encaminhada para um novo abrigo em Teresina, após autorização da juíza da 2ª Vara da Infância e Juventude, Maria Luiza de Moura Mello. A informação foi repassada ao Meionorte.com pela Conselheira Tutelar Renata Bezerra, que acompanha o caso. 

A criança está com cerca de três meses de gestação e quando engravidou estava morando na casa do pai. Ela será encaminhada a um outro abrigo que tenha todo o aparato para recebê-la na situação em que se encontra. A Polícia Civil, através da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA) investiga o caso e deve indicar os responsáveis legais da garota. 

Estupro: Juíza autoriza que menina grávida pela 2ª vez vá para novo abrigo (Foto: Victor Melo/ Portal MN)Estupro: Juíza autoriza que menina grávida pela 2ª vez vá para novo abrigo (Foto: Victor Melo/ Portal MN)

Em entrevista a Rede Meio Norte, a  gerente de Direitos Humanos em exercício da Semcaspi, Talita Damas, explicou que em decorrência do sigilo do Estatuto da Criança e do Adolescente, não é possível informar sobre o autor do segundo estupro.  

“Ela não conversa muito, mas é uma criança que está completamente abalada, desequilibrada psicologicamente, não está indo para a escola e o que a gente quer é no mínimo recuperar um pouco dessa dignidade perdida. Vamos continuar acompanhando, orientando, e prestando toda assistência de logística para acolher essa criança em outra instituição. O que for necessário para que a gente consiga reinserir essa criança na sociedade novamente a gente vai fazer”, finalizou.

“Caso de extrema gravidade”, diz Defensoria Pública

Defensoria Pública do Estado do Piauí informou que o Núcleo Cível Especializado de Defesa da Criança e do Adolescente (NUCIDECA) foi procurado nesta segunda pelas Conselheiras Tutelares que já acompanham o caso para prestar informações e entregar documentos necessários para poder ser analisada a situação e sejam então adotadas todas as medidas cabíveis e pertinentes.

“A Defensoria Pública ressalta que o caso é de extrema gravidade, o que demanda uma análise cuidadosa dos fatos, visando à integridade da menor, assim como reitera que está atenta e disponível para atuar, buscando a garantia de direitos para seu público assistido”, destaca a Defensoria.