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Piauí recupera mais de 30 teatros e casas de Cultura em 6 anos

Piauí investiu R$ 31 milhões em editais de cultura

Mais de 30 teatros e casas de cultura foram recuperados no Piauí no período de 2015 a 2021 e a mais nova obra foi o Complexo Porto das Barcas, um dos principais cartões postais de Parnaíba.

Além de obras físicas, o secretário de Cultura do Estado do Piauí (Secul), deputado Fábio Novo, destaca os investimentos de R$ 31 milhões em editais de cultura em 2020, com a Lei Aldir Blanc.

Na Secult, o secretário diz que procura apoiar a classe artística da maneira que está sendo possível, com a realização de shows e apresentações de espetáculos nos teatros e também com os editais. "A ideia é que quando pudermos realizar eventos, fazer a circulação cultural agora que temos inúmeros espaços de qualidade em todo o estado. Temos equipamentos de teatros e museus em todo o Piauí", diz.

Secretário Fábio Novo relata as obras realizadas na Secult (Divulgação)Secretário Fábio Novo relata as obras realizadas na Secult (Divulgação)

Meio Norte: Nos últimos anos a Cultura Piauiense recebeu grandes investimentos, qual a gama de valores investidos e quais as principais obras que destaca? 

Fábio Novo: De 2015 até agora em 2021 tenho orgulho de dizer que já recuperamos mais de 30 teatros e casas de cultura em todo o Estado. São obras importantes e que trazem a riqueza da história do Piauí, como o Complexo Clube dos Diários/Theatro 4 de Setembro, Museu do Piauí, Memorial Esperança Garcia, Teatro Maria Bonita (Floriano), Teatro Alard (Bom Jesus), recentemente o Porto das Barcas (Parnaíba) e muitas outras de norte a sul do estado. 

Só em 2020 com a Lei Aldir Blanc, nós conseguimos investir R$ 31 milhões em editais de cultura. Esse ano, com a finalização do Porto das Barcas, totalizamos R$ 10 milhões em investimento somente nesta obra. 

Museu do Mar foi inaugurado no final de junho (Divulgação)Museu do Mar foi inaugurado no final de junho (Divulgação)

MN: Em relação à revitalização do Centro de Parnaíba, qual a importância desse trabalho para o fomento da cultura e economia local? 

FN: O Complexo Porto das Barcas faz parte da história de Parnaíba e do Piauí. Um dos principais cartões postais da cidade há tempos precisava de reforma e revitalização, que valorizasse o espaço e garantisse uma melhor estrutura de trabalho para os comerciantes. Esse sonho foi realizado! O complexo ainda ganhou o Museu do Mar do Delta do Parnaíba Seu João Claudino, além de pier para receber as embarcações. Por lá também tem teatro, sala de dança,  audiovisual, sala para exposições e biblioteca. É a maior obra de recuperação do nosso patrimônio. Um grande incentivo para cultura, economia e turismo locais. A obra, que foi inaugurada esse mês, já tem dobrado a visitação, o que favorece a renda das lojinhas de artesanato, os bares do entorno, os passeios turísticos e a cultura local. 

MN: Quais outros projetos estão no radar da Secult? 

FN: Por enquanto, estamos procurando apoiar a classe artística da maneira que está sendo possível, realizando lives com shows e apresentações de espetáculos nos teatros e também com os editais. A ideia é que quando pudermos realizar eventos, fazer a circulação cultural agora que temos inúmeros espaços de qualidade em todo o estado. Temos equipamentos de teatros e museus em todo o Piauí. 

Interior do Museu do Mar (Divulgação)Interior do Museu do Mar (Divulgação)

MN: Por fim, a Pandemia trouxe desafios imensuráveis para a cadeia produtiva da cultura, como a Secretaria vem atuando para auxiliar os profissionais da cultura piauiense?

FN: O Piauí foi o único estado que empenhou os recursos da Lei Aldir Blanc dentro do prazo, beneficiando inúmeros projetos. O Siec também contemplou artistas e ajudou a amenizar os efeitos da pandemia. Paralelo a isso, a Secult vem realizando eventos em formato de lives, para incentivar e garantir renda aos artistas. Em algumas casas, como no Teatro Maria Bonita, em Floriano, uma chamada pública selecionou projetos em vários seguimentos que serão apresentados no palco do teatro no segundo semestre. As apresentações também serão em formato de live, sem a presença do público no local. O mesmo vai acontecer em outros espaços espalhados pelo Piauí. O projeto Boca da Noite também irá ajudar os artistas, com shows/lives em 10 cidades piauienses.

MN: Neste ano, que projetos a Secult pretende retomar com as flexibilizações das medidas restritivas?

FN: No segundo semestre algumas casas voltarão a funcionar, seguindo todas as recomendações dos decretos estadual e municipais. O Museu do Piauí, em Teresina, deve reabrir para receber visitação, com público reduzido. O mesmo deve ocorrer em outras casas, como o Espaço Cultural Cristino Castro, em Floriano, e o Museu do Mar (Parnaíba) que já estão recebendo visitação. A realização de eventos maiores só deve ser retomada no próximo ano. Enquanto isso, seguimos nos readequando e apoiando eventos online.

Complexo Porto das Barcas, em Parnaíba (Divulgação)Complexo Porto das Barcas, em Parnaíba (Divulgação)

MN: O senhor tem trabalhado na recuperação da estrutura física do patrimônio histórico. Quais são os investimentos para teatro, música, dançarinos, arte circense?

FN: Durante a pandemia nós lançamos um edital chamado Sossega o Facho em Casa, que premiou 150 artistas em todas essas linguagens. Eles receberam cachês e, em contrapartida, fizeram apresentações por meio da internet. Nossa ideia é retomar esse projeto a partir de agosto. 

Sem contar que o Sistema de Incentivo Estadual à Cultura (Siec) esse ano também selecionou vários grupos e artistas de dança, teatro, circo, fotografia, literatura e cinema.

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