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Bastidores do Bolsonaro no PI: afago a Rubenita e bancada ignorada

Por Sávia Barreto 

A visita do presidente Jair Bolsonaro ao Piauí nesta quarta-feira, 14, foi marcada pela sinalização por parte do presidente de que vai dobrar a aposta contra os governadores do Nordeste. Bolsonaro insinuou que os gestores da região querem separar o país e disse que o Nordeste precisa sim de chuva, mas “chuça de honestidade”. O clima só estava bom no aeroporto de Parnaíba, litoral piauiense, para o próprio Bolsonaro e o prefeito de Parnaíba, Mão Santa. Todos os demais políticos foram vaiados quando tiveram seus nomes elencados. Mas Mão Santa e Bolsonaro foram chamados de “mito” pelo público presente, cerca de 2 mil pessoas, muitas famílias com crianças e idosos que veem no presidente a representação de um “ídolo”. 

A exceção entre os políticos foi a advogada filiada ao PSL, Rubenita Lessa. Se na política piauiense ela não tem cargo público e está em segundo plano, no palco de Bolsonaro ela brilhou. Foi citada nominalmente pelo presidente como uma das “poucas pessoas” que acreditou em sua candidatura à Presidência desde o começo. E ficou do lado de Jair. A primeira-dama Michelle Bolsonaro não veio receber o título. Os demais representantes do Piauí nem foram citados nominalmente pelo presidente, exceto quando Bolsonaro cobrou o engajamento deles para votar a favor da flexibilização do porte de armas - fato que a maioria da bancada é contra.

Ficou nítida a admiração de Bolsonaro em relação a Mão Santa. O prefeito já acertou com Bolsonaro que em setembro estarão em Parnaíba o ministro do Turismo, Marcelo Álvaro, e o presidente da Embratur, Gilson Machado. Os aliados do prefeito afirmam que o presidente sinalizou que Mão Santa é o candidato preferencial para disputar o Palácio de Karnak em 2022. Politicamente, a presença de Bolsonaro deu prestígio a Mão Santa em Parnaíba e pode contribuir para sua eleição caso o presidente concretize os recursos anunciados para o litoral. O gestor buscará a reeleição no próximo ano.

Falando em Karnak, o governador Wellington Dias (PT), cumpriu sua missão institucional e recebeu Bolsonaro em solo piauiense. Mas foi tratado com frieza e, tendo em vista esse contexto ruim, avaliou que não faria sentido permanecer no evento. Fez bem, pois Bolsonaro deixou claro que estava ali fazendo política, ou seja, atacando aquilo que ele denomina como “comunistas” e “esquerdistas”, ou melhor, “cocô”, sinônimo para o presidente de “comunistas e corruptos”. Não é possível conversar com quem não quer conversa. 

O uso repetido da expressão com teor escatológico surpreendeu até mesmo o público, mas Bolsonaro fez questão de reitera-la para que não houvesse dúvidas. Outro momento que surpreendeu foi quando Bolsonaro quis descer do palco. Em um discurso aparentemente improvisado, em que tirou “brincadeiras” como dizer que “não tem a cabeça grande mas é cabra da peste como os irmãos nordestinos”, Bolsonaro suou e, no final, disse que queria descer. Pânico nos seguranças. Até Mão Santa demonstrou receio. Vale lembrar que Bolsonaro levou uma facada na campanha de 2018 e passou por momentos delicados na saúde. Mas o presidente desceu do palanque montado no aeroporto, cumprimentou os populares emocionados e se dirigiu à escola que tem seu nome, dirigida pelo Sesc. Lá, passou cerca de 40 minutos, não falou com a imprensa e seguiu de volta para Brasília. 

Após falas consideradas preconceituosas dirigidas ao Nordeste, Jair Bolsonaro tem tentado afagar os eleitores nordestinos que já tem predileção por ele, mas por outro lado, também busca apagar fogo com gasolina e afasta os que têm resistência ao seu governo. Para somar, segue comprando a briga com os governadores do Nordeste e sendo uma espécie de “tio do pavê” com as referências em que tenta usar o humor, mas termina mais chocando do que agradando. Bolsonaro deixou claro no Piauí que está em campanha para 2022. E aposta na alta tensão para se destacar - algo herdado do seu modo de fazer política quando deputado federal e observado em vários líderes do mundo e ascensão da direita, como Donald Trump. A visibilidade, seja pelo cargo ou pelo que diz, Bolsonaro tem. Já os votos que precisa conquistar no Nordeste, ele vai precisar ir além das palavras para conquistar aqueles que já tem um pé atrás com o militar.


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