Em um painel consultivo em que estiveram presentes especialistas da Food and Drug Administration (FDA), órgão regulador dos Estados Unidos, recomendou a aprovação de reforços no caso específicos das vacinas para a variante Ômicron da Covid-19. Com uma perspectiva para ser aplicada em setembro no Hemisfério Norte.

O comitê votou com 19 votos contra 2 pela medida após avaliar dados disponíveis sobre o vírus e a pandemia. Observando também projeções sobre futuras ondas de contágio e resultados iniciais mostrados pelas fabricantes de vacinas Pfizer/BioNTech e Moderna.

Novas vacinas podem impedir futuras ondas de contágio para a Ômicron -AFPNovas vacinas podem impedir futuras ondas de contágio para a Ômicron -AFP

Alto risco

Michael Nelson, integrante do painel e professor de medicina na Universidade da Virgínia, relatou preocupação com uma possível redução da eficácia da vacina atual que se traduza em consequências graves para pacientes de alto risco.

— Precisamos nos mexer mais cedo do que tarde — alertou.

No debate, a maioria dos especialistas se mostrou favorável às novas injeções chamadas de "bivalentes", desenvolvidas com foco na variante original de Wuhan e nas sublinhagens BA.4 e BA.5.

Ômicron tem se mostrado prevalente no Brasil - Getty ImagesÔmicron tem se mostrado prevalente no Brasil - Getty Images

Alta de casos

Essas últimas, formas mais recentes da Ômicron que se tornam prevalente no mundo, inclusive no Brasil, provocando uma alta de casos.

— Enquanto variantes de preocupação anteriores (como Alfa e Delta) se dissiparam eventualmente, a Ômicron e suas linhagens posteriores se tornam dominantes em 2022, a ponto de representarem a grande maioria dos casos de Covid no mundo — pontuou o especialista da FDA Jerry Weir.