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Como está sendo a volta aos escritórios em diferentes países

Em algumas partes do Hemisfério Norte, o verão parece quase normal: os centros das cidades estão tranquilos, as escolas estão de férias, os escritórios fechados. Mas essa ilusão esconde uma profunda incerteza sobre o que vai acontecer. Assumindo que esses escritórios reabrirão no mês que vem, os trabalhadores retornarão? Em caso negativo, por que?

Retornar ao escritório pode trazer aos colaboradores a sensação de medo, para as empresas a necessidade de adaptações, com novas dinâmicas de higiene, distanciamento social e mudanças no layout de mesas, baias e postos de trabalho em geral. 

De acordo com levantamento feito pela consultoria Vendrame, essa é ainda uma realidade distante de ser alcançada. Segundo os dados enviados à reportagem, dos nove mil negócios analisados, apenas 35% das empresas estão em busca de produtos e serviços voltados para a biossegurança dos espaços físicos. O estudo também apontou que 65% dos empreendimentos não estão seguindo a Portaria nº 20, publicada em junho e que estabelece normas de segurança para mitigação do novo coronavírus e todos os cuidados para a não infecção.

Foi pensando justamente nesse momento de retorno ao espaço físico que a plataforma Where, criada pelas empresas Bolha, estúdio de tecnologia e soluções digitais, e a Questtonó consultoria de inovação e design, oferece um serviço para controlar o fluxo de funcionários e auxiliar a gestão do espaço físico, facilitando a visualização de quem está em home office ou no escritório, por exemplo, e de quais mesas estão ocupadas ou vazias, e quais delas precisarão ser desinfetadas.

"As práticas de higienização serão reforçadas, haverá quase uma obsessão pela higienização, pelo menos até termos a cura", comenta. Ele lembra ainda os deveres das organizações neste contexto. "O escritório é fora da sua casa. Esse ambiente assume uma responsabilidade pela saúde e terá que se esforçar ao máximo [para garantir essas condições]. Em curtíssimo tempo, tudo será visto como benefício. As empresas colocarão na contratação que tudo é higienizado e desinfetado, por exemplo", explica.

Essa também é uma aposta da empresa Teleinfo Soluções, que criou opções para empresas encararem a volta ao espaço físico e investiu em cabines que além de checarem a temperatura, irão conferir o uso de máscaras logo na entrada dos prédios. "Assim surgiu o totem self-checking. A solução poderá atuar na recepção de clientes, controle de acesso e portaria virtual, seguindo a tendência a do 'no-touch' que ganhará cada vez mais força", explica Luciana Cartocci, diretora executiva da Teleinfo Soluções.

Para Cartocci, a ideia é tentar deixar esses momentos um pouco mais discretos e menos invasivos. "A imagem de uma pessoa com um termômetro apontado para a testa de clientes e funcionários é bastante invasiva. Com o totem self-checking, o usuário realiza a liberação da entrada de forma muito mais privativa e discreta", defende.

A preocupação com as normas sanitárias também é uma realidade na Associação Brasileira de Automação-GS1 Brasil, que instalou túneis de desinfecção, uma área separada para receber delivery e outras entregas, demarcou limites de espaços nos elevadores, além de ter colocado barreiras de acrílico nos postos de trabalho. "As pessoas precisam se sentir seguras e acolhidas para desempenharem suas funções. É claro que sempre haverá a preocupação quando saímos de casa e aumentamos nosso contato com outras pessoas. Por isso, investir em medidas que zelem pela segurança e que auxiliem no distanciamento social foi fundamental", comenta Virginia Vaamonde, CEO da Associação.

O norte-americano Dan Schawbel, fundador da Workplace Intelligence, que estuda tendências e ajuda empresas a se adaptarem para o futuro, enxerga que neste momento de pandemia de Covid-19 a ideia de estar seguro irá pesar mais. 

"A segurança é mais importante para os funcionários do que conseguir uma promoção e é mais importante para os candidatos a emprego do que oportunidades de desenvolvimento. Organizações que atendem aos padrões de segurança criam a confiança necessária para trazer os funcionários de volta ao trabalho com eficácia", explica Schawbel a Ecoa. 

O impacto do "novo normal" na dinâmica do trabalho 

Se por vezes a expressão "novo normal" é usada para definir os desafios que passamos a enfrentar todas as vezes que saímos às ruas desde a pandemia, para o sociólogo Fábio Mariano Borges, conviveremos com esses hábitos recém-adquiridos com a normalidade com que escovamos os dentes. "No final do século 19, veio o hábito de escovar os dentes. No início do século 20 passou a ser três vezes ao dia. Agora, depois de qualquer refeição. Já convivemos com esses hábitos higienizadores", comenta.


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