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Concorde, o supersônico mais veloz do mundo, fez seu 1º voo há 50 anos

Concorde, o supersônico mais veloz do mundo, fez seu 1º voo há 50 anos
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Faz hoje 50 anos (09 de Abril de 1969), que o avião mais rápido do mundo, o supersônico britânico Concorde 002, batizado de G-BSST, realizou seu primeiro voo de testes, um espetáculo assistido por milhares de pessoas no Aeroporto de Fairford. Superando a velocidade do som, o supersônico terminou sua missão em pleno êxito.



Antes , no dia 02 de Março de 1969, o supersônico Concorde 001, após quinze meses de testes em solo, realizara o seu primeiro voo. A primeira aeronave Concorde, resultante de um programa firmado pelos governos da Inglaterra e da França, começou a ser construída em abril de 1965, num esforço conjunto assinado em 25 de outubro de 1962, tendo o término de sua construção em dezembro de 1967.





No final da década de 1950, era de interesse das agências americana, francesa, inglesa e soviética, a criação de uma aeronave supersônica de transporte de passageiros. Cada um desses países possuía seu próprio projeto, porém, no começo da década de 1960, devido aos enormes custos demandados, os governos da Inglaterra e França decidiram juntar forças, e em 25 de outubro de 1962, assinaram um tratado que criou o consórcio franco-britânico e tornou possível o desenvolvimento do projeto e produção da aeronave.



No início, o Concorde tinha cerca de 100 pedidos das companhias mais importantes do mundo, além da Air France, Pan Am e BOAC, atual British Airways, que eram as companhias lançadoras do tipo, a Japan Airlines, Lufthansa, American Airlines, Qantas e TWA também manifestaram interesse de compra.



O protótipo nº 001 foi o primeiro a atingir, em 1º de outubro de 1969, a velocidade transônica (Mach1, aproximadamente 1 100 km/h à altitude operacional). Em 4 de novembro de 1970, atingiu a velocidade supersônica Mach2 (aproximadamente 2 200 km/h).





Em 4 de setembro de 1971 o Concorde começou a sua série de voos de demonstração em uma turnê mundial, inclusive inaugurando o Aeroporto Internacional de Dallas-Fort Worth em 1973, quando a aeronave visitou os Estados Unidos. Estes voos de demonstração fizeram com que a aeronave acumulasse sessenta pedidos de compra. O Concorde G-BSST (Protótipo nº 002) fez primeira visita ao aeroporto de Heathrow, em 1 de julho de 1972.



A meta do acordo França/Inglaterra era produzir 100 desses aparelhos supersônicos. Entretanto, uma avalanche de cancelamentos ocorreu devido a uma conjunção de vários fatores, como a crise do petróleo dos anos 1970, dificuldades financeiras por parte dos parceiros das companhias aéreas, a queda do concorrente russo do Concorde, o Tupolev Tu-144, e alegados problemas ambientais, como o elevado ruído ao ultrapassar a barreira do som e poluição atmosférica. No final, apenas Air France e British Airways restaram como compradoras.





Ambas as companhias europeias realizaram uma série de voos testes e voos de demonstração ao redor do globo, a partir do ano de 1974, quando recordes aeronáuticos foram estabelecidos, e até hoje não superados. No total, foram 5.070 horas voadas com os seis primeiros modelos do Concorde (que não foram utilizados comercialmente), sendo 1.619 horas de testes em voo supersônico.



O Concorde tinha um nariz que se inclinava durante a aterrissagem, para uma melhor visibilidade da pista.



Em 21 de janeiro de 1976 o Concorde iniciou voos comerciais, ligando Paris ao Rio de Janeiro, com uma escala em Dakar. Voar no Concorde era uma experiência única. Tendo uma velocidade de cruzeiro em torno de 2,5 vezes a de qualquer aeronave de passageiros - 1.150 nós contra 450 nós, sendo 1.292 nós o recorde em 19 de Dezembro de 1985 - ele foi capaz de um feito memorável: um Concorde e um Boeing 747 da Air France decolaram ao mesmo tempo, o Concorde de Boston e o Boeing 747 de Paris. O Concorde chegou em Paris, ficou uma hora no solo e retornou a Boston, pousando 11 minutos antes do Boeing 747. Turbulência era uma coisa que raramente o Concorde enfrentava, devido à sua grande altitude de voo. Olhando pela janela podia-se ver claramente a curvatura do globo terrestre. A aeronave era mais rápida que a velocidade de rotação da Terra, e isso se fazia notar quando a decolagem em Londres era após o pôr do sol, chegando em Nova Iorque ainda de dia.





Porém, por se tratar de um avião supersônico, o Concorde emitia muito ruído e poluição, e assim, por muito tempo, restrições ambientais impediram sua operação nos Estados Unidos, regularmente, além de Nova Iorque e Washington, as cidades de Miami, Bridgetown (Barbados), Caracas, Ilha de Santa Maria, Dakar, Bahrain, Singapura, Cidade do México e Rio de Janeiro. Ao longo destes anos, o avião rodou o mundo nas duas direções, visitando todos os continentes, exceto a Antártica.



Em 25 de julho de 2000, uma das unidades da Air France (Voo Air France 4590) teve um acidente fatal, causado por uma peça de um DC-10 da Continental Airlines, que se soltara na pista minutos antes da decolagem do Concorde. Este acidente levou à paralisação de toda a frota francesa e britânica e considerado como a principal causa do fim dos voos do Concorde.



Após o acidente, o Concorde sofreu algumas modificações, retornando ao transporte comercial de passageiros em novembro de 2001. Meses antes do retorno comercial, foi realizado o primeiro voo experimental com passageiros em 17 de julho de 2001. Uma aeronave da British Airways decolou do aeroporto de Heathrow por volta das 14h20 (horário local), sobrevoou o Atlântico, e retornou à Grã-Bretanha quando estava sobre o sudoeste da Islândia , pousando em uma base aérea em Oxfordshire.





O voo teve como objetivo simular uma viagem para Nova Iorque, demonstrando que a aeronave estava em condições seguras de voo depois das modificações técnicas. A velocidade chegou a 1 350 mph (2 200 km/h) e a altitude chegou a 60 000 ft (18 000 m). O tempo total de voo foi de 3h20 e estavam a bordo autoridades da aviação civil e da British Airways.



No ano de 2003, a maior aeronave já projetada e construída decolava pela última vez. Após 27 anos de serviço, o avião mais famoso da aviação comercial do mundo era aposentado. Isso pôs fim às viagens supersônicas. Dos vinte Concordes produzidos, dezessete estão expostos (um na fábrica da Airbus, em Toulouse, quatro em aeroportos e doze em museus aeroespaciais).

































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