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Maior suicídio coletivo da história deixou total de 918 pessoas mortas

Até a ocorrência do 11 de setembro, com os ataques terroristas que destruíram as torres gêmeas em Nova York, esse era, em número de mortos, a maior tragédia coletiva contra pessoas indefesas

O maior suicídio coletivo da história da humanidade, que ficou conhecido como o massacre de Jonestown, deixou o saldo de 918 pessoas mortas, uma ocorrência registrada na Guiana Inglesa, e que foi comandada pelo tresloucado missionário cristão chamado Jim Jones. Essa fatalidade programada aconteceu no dia 18 de novembro de 1978, hoje completando, portanto, 43 anos. Até a ocorrência do 11 de setembro, com os ataques terroristas que destruíram as torres gêmeas em Nova York, esse era, em número de mortos, a maior tragédia coletiva contra pessoas indefesas.

Jonestown era uma comunidade fundada por Jim Jones, pastor e fundador do Templo Popular, uma seita pentecostal cristã.

Embora algumas pessoas tenham sido mortas a tiros e facadas, a grande maioria pereceu ao beber, sob as ordens do pastor, veneno misturado a um ponche de frutas.

Corpos de habitantes de Jonestown - Foto: ReutersCorpos de habitantes de Jonestown - Foto: Reuters

Apesar de promover curas "milagrosas" fraudulentas, Jones promoveu ideais igualitários, como impor vestuário modesto para os frequentadores de cultos, distribuição de comida gratuita e mesmo o fornecimento de carvão para famílias mais pobres no inverno, o que atraiu um imenso contingente de fiéis de perfis raciais mais diversos. Jim Jones aparentava, com suas ações, dar um tom “socialista” ao seu trabalho, o que levava a enganar pessoas incautas. Inicialmente a igreja de Jim Jones era sediada na Califórnia, nos Estados Unidos.

O pastor e seu movimento ganharam tamanha popularidade, que foi suficiente para que Jones circulasse entre os poderosos – a primeira-dama dos Estados Unidos, mulher do Presidente Jimmy Carter, Rosalynn Carter, por exemplo, encontrou-se várias vezes com ele.

Mas a seita também despertou suspeitas e investigações da mídia americana, que explorou relatos de dissidentes sobre um suposto estilo messiânico e ditatorial do pastor. O escrutínio levou Jones a buscar refúgio na Guiana, onde conseguiu permissão das autoridades locais em 1974 para arrendar um terreno em meio à selva e criar uma comuna longe de olhos mais curiosos.

Jonestown, como o assentamento foi batizado, tinha uma escola, bangalôs e um pavilhão central, além de espaço para que os habitantes plantassem verduras e legumes. O pastor e centenas de seguidores se mudaram para lá em meados de 1977.

A única forma de contato com o mundo era um rádio de ondas curtas. Houve relatos de que Jones promovia um regime ditatorial, marcado por punições severas e pela presença de guardas armados para tentar evitar fugas.

O pastor também avisava aos seguidores que os serviços de segurança americanos estavam "conspirando contra Jonestown", e que uma das soluções seria um "suicídio revolucionário". Algo que, por sinal, teria sido ensaiado algumas vezes em assembleias.

Em 1978, alertado pela preocupação de parentes de integrantes da comuna, o deputado federal Leo Ryan viajou à Guiana com uma delegação de 18 pessoas para visitar Jonestown.

Depois de negociar entrada no local, a visita ocorreu em 17 de novembro. No dia seguinte, Ryan e mais quatro pessoas morreram a tiros em uma pista de pouso próxima ao assentamento. Poucas horas depois ocorreu o suicídio coletivo, considerado o maior da história.

Os relatos de sobreviventes falam em um "estado de transe coletivo", mas uma sinistra gravação dos procedimentos, que inclui discursos de Jones, contém gritos de agonia das pessoas envenenadas. Muitos dos que tentaram fugir foram mortos.

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