Uma adolescente que matou o homem que a estuprou várias vezes, foi condenada a pagar US $ 150.000 (cerca de R$ 800 mil) em restituição à família dele. A decisão foi do juiz do condado de Polk, no estado do Iowa, Estados Unidos, na última terça-feira (15).

Adolescente matou estuprador Foto: Favor_of_God/iStockPhotoAdolescente matou estuprador Foto: Favor_of_God/iStockPhoto

Pieper Lewis,17, que matou seu suposto estuprador em 2020, tinha 15 anos na época do ocorrido. Ela admitiu tê-lo esfaqueado 30 vezes, enquanto ele dormia, após sofrer abuso sexual mais de uma vez. O juiz David M. Porter, do estado de Iowa, determinou que a americana, além de passar cinco anos em liberdade condicional, seja colocada em uma instituição residencial para mulheres, use um dispositivo de rastreamento e pague quantia à família.

O pagamento em restituição à família de Brooks é obrigatório no estado para crimes de homicídio. Caso viole as regras da liberdade condicional, ela pode ser enviada para uma prisão e cumprir pena de até 20 anos pelos crimes de homicídio culposo e lesão corporal.

Em seu depoimento, a adolescente, que é negra, e sua defesa alegam que ela estava sendo submetida a tráfico sexual por Christopher Brown, homem que a acolheu em casa após ela deixar a residência dos pais e se dizia seu namorado, mas exigia que ela fizesse sexo com outros homens em troca de dinheiro, e que consumisse álcool e drogas. 

Ela teria sido forçada à ir à casa de Brooks, um conhecido de Brown, e foi abusada sexualmente mais de uma vez quando estava inconsciente. Quando acordou e se deu conta dos abusos, ela o teria esfaqueado.  

Segundo o The New York Times, a jovem disse que desejava que a sequência de eventos daquele dia nunca tivesse ocorrido e criticou a decisão judicial. "Isso significa que eu enfrento estupro, abuso, ódio, manipulação, abandono, perda dos meus pais e solidão", declarou Pieper.

A defesa da adolescente acusa o juiz de favorecer a prática de tráfico sexual. Promotores do caso alegaram durante o processo que Brooks estava dormindo quando foi esfaqueado e, portanto, não representava um perigo imediato.

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